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PS quer Segurança Social a comprar casas devolutas

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Socialistas defendem que 10% do Fundo da Segurança Social sirva para comprar casas devolutas e querem capitalizar empresas com dinheiro dos vistos Gold. Pires de Lima ironiza: "Viva o socialismo!"

© Hugo Amaral/Observador

Depois de António Costa ter sugerido que fosse criado um fundo de capitalização de empresas endividadas através, por exemplo do investimento proveniente de vistos Gold, os socialistas apresentam mais uma medida no debate da tarde: que até 10% das aplicações do Fundo de Estabilização da Segurança Social sirva para comprar casas devolutas ou de famílias em risco de insolvência. Pires de Lima ironizou com a primeira proposta: “Viva o socialismo”, respondeu o ministro da Economia.

A proposta foi apresentada no debate de urgência que os socialistas marcaram no Parlamento pelo deputado Pedro Nuno Santos. O deputado defendeu a “diversificação das aplicações do Fundo de Estabilização da Segurança Social, mobilizando uma parte – não superior a 10% – para a aquisição e reabilitação de fogos devolutos e de fogos de famílias em risco de insolvência que serviriam para criar um mercado de renda acessível”.

Esta é uma das propostas dos socialistas no mercado da reabilitação urbana, que querem promover com fundos comunitários. Disse Pedro Nuno Santos que com a dinamização da reabilitação urbana, haveria um “forte impacto na geração de emprego de médias e baixas qualificações; dinamizaria o investimento; permitiria a reanimação da fileira da indústria dos materiais de construção; promoveria a eficiência energética e melhoraria, em muito, a atratividade turística das cidades”.

Além desta proposta, o PS sugere ainda a criação de um fundo de capitalização para ajudar empresas endividadas. António Costa, que esteve de manhã reunido com empresários, já tinha avançado com a ideia de manhã, e à tarde, foi repetida no debate pelo deputado socialista. Na resposta, o ministro da Economia mostrou pouca vontade em avançar com um fundo de capitalização com o desenho proposto pelos socialistas – ou seja, que fundos via “vistos Gold”, reembolsos de fundos comunitários e empréstimos públicos sejam geridos pelo Estado e seja assim uma entidade pública a escolher as empresas a capitalizar. Ironizou Pires de Lima: “Capitalização de empresas com dinheiro do Estado? Viva o socialismo!”.

No debate de urgência, Pires de Lima acusou ainda o PS de “ter novos rostos”, mas manter-se fiel ao anterior Governo. Disse o ministro da Economia que se agora o PS fala em “anemia”, “estagnação” e “crise social”, muito se deve “ao legado” que, acrescentou, prefere “nem adjetivar”.

 

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António Costa

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Alexandre Homem Cristo
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Capaz de prometer tudo e o seu contrário, este PS de 2019, embriagado pela hipótese de uma maioria absoluta, não é diferente daquele PS de 2009, cuja soberba atirou um país para o abismo.

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