O líder conservador da câmara baixa do Parlamento britânico, William Hague, descartou neste domingo o envio de armas para a Ucrânia, enquanto são consideradas novas sanções contra a Rússia. O Reino Unido “não planeia enviar armas para a Ucrânia”, disse à BBC William Hague, que ocupou o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros até ao verão passado, sublinhando que esta decisão está em linha com a abordagem adotada pelo país nos últimos anos em casos semelhantes.

“Temos de refletir com muito, muito cuidado” antes de enviar armas suplementares para um conflito, disse William Hague, acrescentando: “Nós estamos a enviar ajuda, você sabem, enviámos equipamentos (…), tais como veículos blindados ligeiros”. O atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, tinha afirmado no início de fevereiro que o Reino Unido não previa enviar armas, mas “reservou o direito” de reconsiderar esta posição.

Durante uma visita a Londres, no sábado, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse que estava a debater-se, em Washington, a possibilidade de fornecer armas para a Ucrânia, mas ainda não tinha sido tomada “nenhuma decisão” pelo presidente dos Estados Unidos.

John Kerry disse, ainda, que os Estados Unidos estavam a considerar, num futuro próximo, “sanções adicionais graves” contra a Rússia, que consideram ser responsável pela quebra do cessar-fogo na Ucrânia. “A Rússia comprometeu-se nos últimos dias num processo absolutamente desavergonhado e cínico”, disse John Kerry, alegando saber “com certeza” que a Rússia apoiou os separatistas pró-russos.

O presidente russo, Vladimir Putin, continua a negar, por seu lado, qualquer apoio direto aos rebeldes. O conflito no leste da Ucrânia matou cerca de 5.700 pessoas em 10 meses, de acordo com um relatório recente elaborado pela