A Carris e o Metro de Lisboa consideram que a sustentabilidade das empresas “é possível” sem diminuir a qualidade do serviço e sem aumentar tarifários, mas admitem que a futura subconcessionária “possa introduzir” medidas de “reajustamento no pessoal”. Em resposta à Lusa, as empresas Metropolitano de Lisboa e Carris afirmaram considerar que é “possível” financiar o serviço das duas empresas sem alterar a qualidade do serviço e sem aumentar o preço dos bilhetes.

“Esse é o objetivo que se pretende alcançar e que se revela possível, como vem sendo evidenciado pela evolução económica e financeira e pelo desempenho das empresas”, escrevem. No entanto, admitem que “a futura entidade subconcessionária possa introduzir medidas de reorganização e de reajustamento no pessoal”.

As transportadoras salientam que a evolução das duas empresas já tem sido desenvolvida, ao longo dos últimos anos, “tendo em vista a abertura à gestão por outras entidades, com aumentos de eficiência e de eficácia, bem como na redução da dependência financeira do Estado, que, tal como consagrado na lei do Orçamento do Estado para 2015, tem vindo a reduzir progressivamente as indemnizações compensatórias”.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, anunciou na quinta-feira, após a reunião semanal do Conselho de Ministros, que a subconcessão das operações do Metro de Lisboa e da Carris deverá estar concluída até ao final de julho, no seguimento do concurso público internacional que vai ser agora lançado até 15 de março.

A subconcessão das duas empresas deverá durar 10 anos, período após o qual as empresas regressam ao domínio do Estado. A Carris e o Metro têm uma administração comum desde o início do ano, que partilham ainda com a Transtejo/Softlusa. A Transtejo/Softlusa ficou de fora desta proposta de concessão do Governo.

O Governo prevê uma poupança de 170 milhões de euros durante a vida dos contratos, tendo em conta o que irá ser pago às novas entidades subconcessionárias e os valores que têm sido pagos atualmente, sublinhou ainda. No Porto, com as novas subconcessões, essa poupança está já calculada em 153 milhões. O secretário de Estado pretende também que, em Lisboa, “se mantenha a atual regularidade de serviço, com preços que só poderão variar tendo como limite a variação da taxa de inflação”.