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A CGTP espera que a manifestação em Lisboa, Porto e Coimbra contra o aumento do custo de vida seja “um grande momento de luta” e avisa os partidos que irá “responsabilizar todos aqueles que permitirem que as dificuldades continuem”.
“Vamos ter uma grande manifestação nacional” e um “grande momento de luta e de combatividade”, afiançou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em declarações à agência Lusa.
Esperando contar com a participação de trabalhadores, reformados e jovens, o líder da CGTP afirmou que a manifestação tem como intuito que cada pessoa que “sente as dificuldades do dia a dia”, devido ao “brutal aumento” dos preços da habitação, dos combustíveis e do cabaz alimentar, e que “sente os serviços públicos a degradarem-se”, se faça “ouvir” e que “tenha a oportunidade de lutar contra a política em curso”.
Sob o mote “Mais salário, melhores pensões e serviços públicos | Contra o aumento do custo de vida | Novo rumo para Portugal!” a manifestação descentralizada, convocada pela central sindical liderada por Tiago Oliveira, vai realizar-se em três pontos do país.
No Porto, a concentração está prevista para as 10h30, começando na Praça da Batalha e terminando na Praça D. João I, enquanto em Coimbra está prevista também para as 10h30, a começar na Rotunda Portugal dos Pequenitos e a acabar na Praça 8 de Maio.
Já em Lisboa, a manifestação está prevista para as 14h30, começando no Cais do Sodré e a terminar no Rossio.
Segundo o secretário-geral da CGTP foram emitidos vários pré-avisos de greve para assegurar a participação de trabalhadores de vários setores, incluindo no setor do comércio e serviços e o setor dos espetáculos.
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O secretário-geral da CGTP deixou ainda um aviso aos partidos “que têm nas suas mãos e com o seu voto a decisão de aprovação ou não deste Orçamento do Estado”, referindo que “não se podem meter no meio do muro na esperança de que não lhes seja atribuída responsabilidade pelo caminho que o país está a seguir”.
“O rumo que o país está a seguir e o rumo das dificuldades que incidem sobre os trabalhadores são resultado das políticas que são implementadas […]. E, portanto, iremos responsabilizar todos aqueles que permitirem que as dificuldades continuem”, vincou.
Questionado sobre se foi um erro o secretário-geral do PS ter anunciado o sentido de voto do partido antes de ser conhecida a proposta de Orçamento do Estado para 2027, Tiago Oliveira disse que “o PS vai ter que explicar bem aos portugueses o seu posicionamento”.
“Enquanto se tenta colocar no meio do muro, há quem esteja a sofrer as consequências da política que está a ser seguida. Há quem esteja a sofrer com um brutal aumento do custo da habitação, com um brutal aumento dos custos dos combustíveis, com salários que são baixos, com carreiras que não são valorizadas. E, portanto, enquanto se tiver uma estratégia de colocar no meio do muro à espera que a tempestade passe há milhões de pessoas que estão a pagar bem caro as políticas que estão a ser seguidas”, reiterou.