A Petrobras contratou a empresa norte-americana PricewaterhouseCoopers (PwC) para auditar a contabilidade da petrolífera nos exercícios de 2015 e 2016, divulgou hoje a imprensa brasileira. A PwC já realizava a auditoria externa nas contas da Petrobras até 2014, e não assinou o balanço do terceiro trimestre do ano passado devido às suspeitas corrupção na empresa brasileira, e a falta de uma avaliação dos prejuízos com os supostos desvios de dinheiro.

A nova contratação da auditoria foi decidida pelo Conselho de Administração da empresa na última sexta-feira. A Petrobras também anunciou que pretende vender 13,7 mil milhões de dólares (12,23 mil milhões de euros) em ativos até 2016, no Brasil e no exterior. O valor é 25% maior do que o teto da meta originalmente traçada pela Petrobras no plano de negócios apresentado em fevereiro de 2014.

As medidas foram bem recebidas pelo mercado e as ações da Petrobras negociaram hoje em alta na Bolsa de São Paulo (Bovespa). As suspeitas de branqueamento de capitais, desvio de dinheiro e pagamento de subornos na Petrobras são investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

Um dos acusados de participação, Alberto Yousseff afirmou em depoimento à Justiça que representantes dos partidos Progressista (PP), Socialista Brasileiro (PSB) e da Social Democracia Brasileira (PSDB, a principal força de oposição ao governo de Dilma Rousseff) também receberam subornos, informou hoje o diário Folha de São Paulo. Em depoimentos anteriores de acusados, outros partidos foram apontados como beneficiários de subornos, incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT), da Presidente Dilma Rousseff.