As ações do Banco Português de Investimentos (BPI) na Bolsa de Lisboa continuam a subir numa tendência em alta, que permitiu à instituição financeira valorizar-se em 50% desde a apresentação da OPA do Caixabank.

Às 12:40, os títulos do BPI estavam a cotar-se a 1,532 euros, mais 50 cêntimos do que a cotação de fecho da sessão de 16 de fevereiro, um dia antes do banco catalão fazer a sua Oferta Pública de Aquisição.

Na sessão de hoje, as ações do BPI estão a valorizar-se 5,08%, mas estiveram a disparar 7% pouco depois do Caixabank confirmar que mantém a OPA e sem alterar o preço nem as condições.

O Caixabank reafirmou que mantém a intenção de concretizar a OPA sobre o BPI ao preço de 1,329 euros por acção, valor que considerou “adequado”, e recusou avaliar uma “eventual fusão” daquele banco com o BCP.

“O CaixaBank, sempre com o máximo respeito por todas as opiniões dos acionistas do BPI e do seu conselho de administração, considera que o preço da sua oferta é adequado e que o seu projeto é benéfico para o BPI e para os seus acionistas”, indica o banco catalão, maior acionista do BPI, com 44,1%, em comunicado enviado aos reguladores de Espanha e de Portugal.

Por outro lado, o CaixaBank “manifesta que, no atual contexto, não pode avaliar uma eventual fusão entre o BPI e o BCP, cujos termos não foram todavia propostos”.

A posição Caixabank surge no dia seguinte ao Conselho de Administração do Banco BPI ter considerado que o preço da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank sobre aquela entidade “não reflete o valor atual” do banco e não partilha com os acionistas as sinergias anunciadas.