É a maior reserva oceânica do mundo, estendendo-se por 830 mil quilómetros quadrados em redor das Ilhas Pitcairn, no Pacífico Sul. A reserva é mais do que três vezes maior do que toda a área do Reino Unido e funciona como um aquário selvagem gigante para tubarões e os mais variados peixes, corais e outras formas de vida marinhas.

A criação desta reserva foi anunciada por David Cameron, primeiro-ministro britânico, e inclui-se no orçamento inglês deste ano. O governo pretende combater a pesca ilegal, que está a ameaçar diversas espécies autóctones. Nesta área, apenas vai ser permitida a pesca tradicional por parte da população local.

A implementação da reserva depende do apoio de parceiros, nomeadamente de organizações não governamentais. Segundo Enric Sala, um ecologista marinho e explorador residente da National Geographic, as negociações com este fim já estão em curso.

Com esta reserva oceânica, o Reino Unido está a proteger 30% das suas águas, o maior valor percentual de área protegida da Terra. Mas são os Estados Unidos que detêm o recorde da maior rede de reservas, com uma área total de quase 1,3 milhões de quilómetros quadrados.

As Ilhas Pitcairn são dos territórios mais remotos da Terra: chegar lá, de avião ou barco, pode demorar mais do que ir até à Lua. Contêm ecossistemas intactos que permitem uma diversidade biológica muito significativa, na qual se incluem algumas espécies ainda desconhecidas. Tem apenas 60 habitantes e uma das águas mais transparentes e limpas do mundo: pode ver-se a uma profundidade de 75 metros.

Sala relembra que “apenas 1% do oceano está protegido em reservas”.