1244,6kWh poupados 1244,6 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Turquia: um país sem luz e com um procurador feito refém

Este artigo tem mais de 5 anos

Desde a manhã de sexta-feira que o país está debaixo da escuridão, obrigando os serviços de transporte a congelar. No mesmo dia, um procurador foi feito refém por um grupo extremista de esquerda.

O grupo lançou uma lista com cinco exigências e ameaçou matar o procurador, caso os tópicos da lista não fossem satisfeitos até às 15h36
i

▲O grupo lançou uma lista com cinco exigências e ameaçou matar o procurador, caso os tópicos da lista não fossem satisfeitos até às 15h36

AFP/Getty Images

▲O grupo lançou uma lista com cinco exigências e ameaçou matar o procurador, caso os tópicos da lista não fossem satisfeitos até às 15h36

AFP/Getty Images

A Turquia ficou às escuras durante este terça-feira, afetando três quartos do país. Segundo o ABC, são 49 províncias que ficaram sem acesso à eletricidade e cujos sistemas de transportes ficaram condicionados: os aeroportos cancelaram os seus voos, o metropolitano e os comboios pararam, os sinais de trânsito desligaram-se e a grande maioria das instituições foi obrigada a utilizar geradores.

O apagão começou às 10h36, hora local, e apenas começou a ser resolvido duas hora e meia depois, tornando neste incidente a maior falha elétrica dos últimos 15 anos no país, segundo o Ministro da Energia da Turquia.

Os motivos que conduziram à falha das linhas de transmissão de energia ainda não são conhecidos, embora o governo turco não descarte a hipótese de terrorismo e de ciberataque.

 

Procurador turco assassinado por grupo extremista

Ainda durante esta sexta-feira, a CNN avança que o procurador turco responsável pelo caso Berkin Elvan foi feito refém durante sete horas por um grupo armado no tribunal de Istambul, tendo sido declarado morto ao final da tarde, na sequência de ferimentos graves. Mehmet Selim Kiraz tinha em mãos a investigação da morte do jovem que morreu o ano passado, depois de 269 dias em coma por causa dos ferimentos provocados pela polícia durante os grandes protestos na Turquia do verão de 2013.

A agência noticiosa Dogan fala de disparos ouvidos no interior do tribunal, possivelmente da autoria do grupo de esquerda radical “DHKP-C”, considerado terrorista, segundo o Daily Sabah Turkey. Algumas fotografias surgiram no Twitter, acompanhadas pela hashtag “#Turkey”, onde se vê o procurador com uma arma apontada à cabeça e com as mãos atadas.

https://twitter.com/todayszamancom/status/582867542814916608

O mesmo jornal avança que o grupo lançou uma lista com cinco exigências e ameaçou matar o procurador, caso os tópicos da lista não fossem satisfeitos até às 15h36, hora local. Pretendiam uma confissão em direto na televisão por parte do polícia que terá morto o jovem e a libertação de todos os envolvidos no protesto de 2013.

Os sequestradores morreram durante a operação policial e o procurador foi transferido para o hospital com ferimentos graves provocados por balas.

Umas horas mais tarde, o hospital emitiu um comunicado para informar que o procurador morreu devido à gravidade dos ferimentos.

O grupo terrorista turco tem inspirações marxistas-leninistas e já foi responsável por vários assassinatos e atentados. Ainda esta sexta-feira o ministro da defesa disse que um programa entre a Turquia e os Estados Unidos para treinar rebeldes sírios para lutar contra o Estado Islâmico poderia começar em maio, avança o ABC.

“Tentámos as negociações durante seis horas. Mas as nossas forças de segurança iniciaram a operação depois de se ouvirem tiros enquanto os terroristas falavam ao telefone durante essas mesmas negociações”, disse Selami Altınok, chefe da polícia em Istambul, segundo avançou o jornal Hürriyet Daily News.

Entretanto, o Ministro da Energia turco, Taner Yıldız, afirmou que não é correto estabelecer uma ligação entre o sequestro e o apagão.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.