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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu esta terça-feira pedir à Turquia que se junte à campanha militar liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes houthis do Iémen.

“Talvez o faça. O Presidente Erdogan é um grande amigo meu e tenho muito respeito por ele“, afirmou Trump aos jornalistas antes de partir para o Alasca, onde prosseguirá a campanha para as eleições intercalares de 3 de novembro.

A Turquia é um dos países signatários do Acordo Conjunto de Defesa de Meca, assinado em 7 de agosto com a Arábia Saudita, o Egito e o Paquistão.

O acordo inclui uma cláusula de defesa segundo a qual um ataque contra um dos países signatários é considerado um ataque contra todos.

Os houthis intensificaram nos últimos dias os ataques contra território saudita em resposta aos bombardeamentos realizados pela aviação da Arábia Saudita.

Um dos ataques mais mortíferos ocorreu no fim de semana contra o aeroporto de Riade, causando mais de 15 mortos e 300 feridos.

O Governo turco esclareceu, contudo, que a cláusula de defesa do acordo não implica necessariamente uma intervenção militar contra os houthis no Iémen.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirmou recentemente que o acordo permite à Turquia enviar ajuda militar defensiva à Arábia Saudita, mas não implica o lançamento de ataques por forças turcas destacadas no estrangeiro.