Viral

A história da sobremesa portuguesa que correu mundo

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Em fevereiro, o chef Joaquim de Sousa, do The Oitavos, criou uma sobremesa viral. Não, não tinha quaisquer vírus no seu interior, apenas os ingredientes certos para correr o mundo via internet.

Autor
  • Tiago Pais

É provável que, há coisa de um mês, mês e meio, numa qualquer divagação por sites que reúnem o mais criativo e viral da internet, como o Bored Panda ou o BuzzFeed, se tenha deparado com o vídeo abaixo, que conta já quase oito milhões de visualizações no YouTube e cerca de 100 mil partilhas no Facebook.

A sobremesa em questão é de autoria de um português (nascido em França), Joaquim de Sousa, chef pasteleiro do restaurante do hotel The Oitavos. Quando, além do prato, desabrochou na internet, o Observador tentou, de imediato, contactá-lo para contar a sua história e o processo criativo por detrás desta obra de arte. Sem sucesso, contudo. Nem via telefone (“o chef não está”, disseram), nem via Facebook (o chef leu mas não respondeu).

Agora, passado algum tempo, a agência responsável pela comunicação do hotel enviou um comunicado onde revela aquilo que se queria saber. Afinal, como é que nasceu esta floresta negra? Como mais vale tarde que nunca, palavra ao chef:

Como acontece todos os dias no briefing, a equipa de pastelaria estava a decidir a sobremesa do dia. Depois de varias propostas optámos pelos sabores de uma floresta negra: ginja, nata e chocolate e kirsch. Numa brincadeira pelo nome da sobremesa veio o trocadilho “A flor está negra”, a partir daí a equipa foi pesquisando formas e formatos viáveis para uma sobremesa. Durante uma pesquisa online surgiram algumas ideias nas quais nos inspiramos para realizar uma flor em chocolate que escondia a nossa sobremesa”

Nada disto é só fogo de vista nem feito apenas para a câmara. A sobremesa existe mesmo: faz parte do menu primaveril do restaurante e custa 15€ — o espetáculo está incluído no preço.

Joaquim de Sousa, chef de reputação criativa, tem um currículo de respeito: nasceu em França e fez grande parte da sua carreira aí, entre 1988 e 2001, com passagens por vários hotéis de 5 estrelas e restaurantes com estrelas Michelin. Está no The Oitavos desde 2010 onde acumula as funções de chef pasteleiro com as de sub chef executivo. Além disso, é formador na Escola de Turismo de Lisboa.

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