Forças pró-governamentais no Iraque confirmaram esta terça-feira que estão a realizar uma ofensiva para expulsar o Estado Islâmico da província de Anbar, ocupada este mês pela organização após meses de confrontos que resultaram na retirada das últimas forças do exército iraquiano, avança a BBC.

O anúncio foi realizado durante uma conferência de imprensa pelo porta-voz do movimento Popular Mobilisation (al-Hashid al-Shaabi), Ahmed al-Assadi, uma força que compreende dezenas de milícias xiitas. O movimento chama a operação de “Labayk ya Hussein” (“Ao seu serviço, Hussein”), em homenagem a um imã xiita reverenciado. Aquele responsável afirmou que a operação “não duraria muito tempo” e que “novas armas seriam utilizadas no combate”, que “surpreenderiam o inimigo”.

A BBC afirma ainda que o Estado Islâmico cortou esta terça-feira rotas de abastecimento para a cidade, no contexto dos ataques do movimento. De acordo com o canal, Joe Biden, vice-presidente dos Estados Unidos, prometeu apoio total do país, apesar de preocupar-se com a participação dos xiitas na operação.

O ministro do Exterior de França, Laurent Fabius, criticou o governo iraquiano, ao afirmar que “não há solução militar sem solução política”. “Em setembro, juntamos os esforços da coligação com os compromissos políticos do novo governo iraquiano, no que chamamos de política inclusiva. Este contrato é o que justifica o nosso envolvimento militar e digo claramente aqui que deve ser melhor respeitado”, disse à agência Reuters citado pela BBC.

A cidade de Ramadi é a capital da província de Anbar, no Iraque, e foi tomada por combatentes do Estado Islâmico este mês. Segundo o jornal The New York Times, os membros do EI executaram dezenas de pessoas leais ao Governo iraquiano, além de mulheres e crianças. Ainda de acordo com a publicação norte-americana, a conquista de Ramadi representou a maior vitória da organização terrorista desde o início do ano.

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