A cidade de Ramadi, capital da província de Anbar, no Iraque, foi tomada por combatentes do Estado Islâmico. Os confrontos duravam há meses, mas, este domingo, as últimas forças do exército iraquiano abandonaram a cidade. Assim que conquistaram a cidade, os terroristas executaram dezenas de pessoas leais ao Governo iraquiano, conta o jornal New York Times, citando fontes oficiais do exército e fontes próximas dos líderes tribais.

Muhannad Haimour, porta-voz do governor de Anbar, já confirmou a notícia. “A cidade caiu”, começou por dizer o responsável iraquiano, que revelou, ainda, vários detalhes sobre a ofensiva da organização terrorista. De acordo com Haimour, pelo menos 500 pessoas terão sido mortas durante os últimos dois dias, muitas deles executados pelos terroristas. Entre as vítimas, estará a filha de 3 anos de um soldado iraquiano, acrescentou.

O Sheikh Raf al-Fahdaw, líder tribal de Ramadi, que, de acordo com o jornal norte-americano, estava em Bagdad na altura em que a capital de Anbar foi tomada, ajudou a completar um cenário de, aparente, destruição. “Os corpos de homens, mulheres, crianças e combatentes estão espalhados pelo chão. Todas as forças de segurança e líderes tribais ou retiraram ou foram mortos em combate. É uma grande perda”, lamentou.

Ainda de acordo com a publicação norte-americana, a conquista de Ramadi representa a maior vitória da organização terrorista desde o início do ano. E acontece numa altura em que a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos tinha intensificado os bombardeamentos aéreos e pouco depois de o Governo iraquiano ter anunciado que ia preparar uma nova ofensiva para recuperar a província de Anbar.

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