Não existe uma resposta única. Viver a vida em pleno é algo que se aprende à medida que crescemos e que depende das nossas aptidões físicas e mentais. A literatura médica ajudou a BBC a chegar a algumas respostas. Vejamos.

No que toca à atividade física, a plenitude corporal é conseguido na casa dos vinte anos. É nesta fase da vida que os níveis de energia estão mais altos e mais se evidenciam. Mas não é algo linear: os futebolistas, por exemplo, começam a otimizar as condições físicas ainda antes de alcançar os 20 anos. E há modalidades, principalmente aquelas que exigem mais resistência, que são praticadas por pessoas com corpos mais maduros. A partir dos trinta anos, a plenitude física começa a decrescer gradualmente. Mas isso não obriga ninguém a parar: pelo contrário, pode ser um incentivo.

No que concerne ao funcionamento da mente, os vinte anos voltam a estar na ribalta. É que chegar às três décadas de vida parece trazer uma capacidade menor para armazenar e interpretar nova informação. Isso também acontece porque é mais provável que deixemos de frequentar a escola, que é um verdadeiro estimulador das capacidades cognitivas. Mas depois, até aos quarenta, o funcionamento mental não sofre alterações muito significativas. Só que a partir dessa idade, de facto, a nossa criatividade parece ficar mais limitada.

Não desespere: o cérebro não tramou as pessoas de meia-idade. É que mesmo a partir dos quarenta a compreensão da leitura e da aritmética continuam em pleno. Melhor: as capacidades sociais otimizam-se e atingem o pico da maturidade entre os 40 e os cinquenta anos.

E o sexo? Diz-se que a partir dos cinquenta anos as relações sexuais tornam-se melhores, com mais prazer, e que a qualidade do sexo não sofre grande alteração a partir dessa idade. A prática do coito pode não ser tão intensa e o impulso sexual pode mesmo diminuir, mas corpo e mente estão mais equilibrados e desfruta-se da emoção de modo mais saudável.

Conclusão: ao longo da vida vão-se experimentando vários aspetos onde nos sentimos mais plenos e satisfeitos. No fundo, é possível encontrar a felicidade em todas as idades: apenas vamos aprendendo a apreciá-la.