O líder parlamentar socialista ainda tem esperança num acordo de última hora entre a Grécia e os parceiros europeus, mas antecipa que se o pior cenário se confirmar é uma situação “catastrófico ao nível financeiro e económico com consequências para todos os estados da Europa, para todos os governo, para todas as oposições e para todos os programas”, disse aos jornalistas.

No final da reunião do grupo parlamentar, Ferro Rodrigues admitiu ainda estar “convencido que vai haver possibilidade de conseguir, mesmo que seja à última da hora, qualquer tipo de acordo”, disse.

No entanto, para o socialista, ainda se coloca o cenário de possível saída da Grécia, mas caso isso aconteça, não é um problema apenas para o PS ou para Portugal, mas para a União Europeia: “Estarem a perguntar num quadro desses, que seria uma tragédia não apenas para a Grécia, mas uma catástrofe global, qual é a repercussão sobre o programa eleitoral do PS ou sobre Portugal, é especulativo. Evidentemente que se houver essa situação seria catastrófica ao nível financeiro e económico com consequências para todos os estados da Europa, para todos os governos, para todas as oposições e para todos os programas”.

Ferro Rodrigues referia-se indiretamente a uma notícia publicada esta quinta-feira pelo Observador, que dava conta que os socialistas tinham previsto no cenário macroeconómico uma visão pessimista de crise prolongada na zona euro e que admitem adaptar o programa eleitoral se houver um agravamento significativo das condições financeiras e económicas com uma saída da Grécia da moeda única.

Aos jornalistas, Ferro Rodrigues fez ainda questão de contrariar as palavras ditas pelo Presidente da República em visita à Bulgária e à Roménia, que disse que as regras têm de ser cumpridas: “As regras que o Presidente da República fala, têm dado um péssimo resultado na Grécia. Aquilo que aconteceu foi uma austeridade desvairada que levou a quedas de produto e a desemprego ainda maior do que cá e que conduziu a uma situação insustentável. É normal que os governantes gregos queiram sair dessa situação”, disse.