O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, revelou que grande parte do Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI3+) será financiado por fundos comunitários, mas o Estado terá de participar com até 800 milhões de euros, até 2020.

“Boa parte do plano és suportado em fundos comunitários do novo quadro comunitário 2014-2020, para além do investimento privado que complementará as necessidades de investimento, ficando reservado ao Estado uma pequena fatia destes seis mil milhões de euros, que não ultrapassa, em termos máximos, 800 milhões de euros, pouco mais de 10% no valor global até 2020”, disse o secretário de Estado na conferência de imprensa do Conselho de Ministros.

Sérgio Monteiro, que explicava o PETI3+ (2014-2020), sublinhou que “o montante global de investimento previsto é de cerca de seis mil milhões de euros, com especial enfoque no investimento em caminho de ferro, onde estão previstos três mil milhões de euros de investimento, quer na linha do Norte, nas linhas entre os Portos de Leixões e de Aveiro, até à fronteira de Vilar Formoso, nos portos de Lisboa e sobretudo de Sines até à fronteira e a caminho de Madrid, para além de outras linhas, como do Oeste, Douro, Beira Baixa e Algarve”.

“Pretendemos que a competitividade no transporte de passageiros e mercadorias seja efetiva com um custo bastante mais baixo que outros projetos apresentados recentemente e que trariam grandes problemas do ponto de vista orçamental ao país”, disse o governante.

No setor marítimo-portuário, aquilo que se pretende é investir mais em Leixões, aumentando a sua capacidade para o dobro, investimento na zona Lisboa e aumento de capacidade do porto de Sines, referiu Sérgio Monteiro.

Quanto aos objetivos do PETI3+, estes residem em “dar competitividade à economia, através da redução do custo de transporte das mercadorias e dotar Portugal de um conjunto de infraestruturas, quer de transporte, quer de apoio logístico”, rematou Sérgio Monteiro.

O PETI3+ estabelece um conjunto de projetos prioritários de transportes e infraestruturas que totalizam 6.067 milhões de euros de investimento, “concretizando a implementação progressiva das Redes Transeuropeias de Transportes, com especial enfoque nos setores ferroviário e marítimo-portuário”.