A direção do Beira-Mar considerou que “os erros gravíssimos” cometidos na constituição da SAD em 2011 culminaram na recente exclusão do clube das competições profissionais de futebol.

Em comunicado, a atual direção sublinha que a constituição da SAD foi realizada de forma “leviana e irresponsável”, mas que este momento, apesar de “triste”, pode ser “simultaneamente um momento-chave para o clube reassumir a condução do seu destino”.

A direção explicou “que o clube é uma entidade distinta da SAD, apesar de acionista minoritário” e que “por não ter salvaguardado direitos especiais aquando da constituição da mesma, não dispõe de instrumentos jurídicos que permitam intervir na gestão”.

Assim sendo, esta direção não se considera “minimamente responsabilizável pelo desfecho desfavorável do processo de candidatura da SAD à competição profissional de futebol”.

O atual elenco diretivo garante que desenvolveu “todos os esforços” para evitar este desfecho e remete “todas as explicações sobre o sucedido para a 32 Group, acionista maioritária da SAD, escolhida pela anterior direção”.

“O clube terá de aprender com os erros, preservar o bom trabalho desenvolvido nas modalidades e reconquistar a autodeterminação para redefinir um projeto próprio, saudável, credível e sustentável para o futebol”, releva a nota informativa.

A direção garantiu estar “empenhada e disponível para prosseguir a missão de salvação do clube e para definir e implementar um projeto de futuro”, que passa pela “recuperação financeira e pela re-infraestruturação” do mesmo.