O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou em Sines que a decisão do Governo de aprovar um novo mandato de Carlos Costa, como governador do Banco de Portugal, não teve a “concertação mínima” que tem sido habitual.

“Nós já tivemos oportunidade de dizer que consideramos absolutamente lamentável que, a três meses de eleições, se tenha a procedido nomeação de uma pessoa para liderar uma instituição que tem de estar acima de qualquer dúvida, que tem de ser uma marca de imparcialidade, de isenção e de confiança dos portugueses, sem que isso tenha sido objeto da concertação mínima, como deveria ser e como tem, tradicionalmente, sempre acontecido”, disse.

António Costa, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao porto de Sines e depois de ser conhecida a decisão do Conselho de Ministros, que aprovou hoje a nomeação de Carlos Costa para um segundo mandato de cinco anos, afirmou também que o governador do Banco de Portugal está a cometer um erro grave.

“É um gravíssimo erro do senhor governador achar que basta ter a confiança da ministra das Finanças e do primeiro-ministro, para merecer a confianças dos portugueses. E hoje, mais do que nunca, era fundamental que os portugueses pudessem ter uma confiança plena no Banco de Portugal e no seu governador”, disse o líder socialista.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a nomeação de Carlos Costa para um segundo mandato de cinco anos como governador do Banco de Portugal.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência referiu que esta nomeação foi feita na sequência da audição de Carlos Costa na Assembleia da República e do relatório sobre essa audição.

Carlos Costa foi nomeado governador do Banco de Portugal em 2010, pelo anterior Governo do PS, e está em funções desde 7 de junho desse ano.