A Feira do Livro do Porto arranca esta sexta-feira com 130 pavilhões, um aumento de 30% face ao ano passado, anunciou a Câmara Municipal do Porto, que tem a cargo a organização. Até 20 de setembro, editoras, alfarrabistas, escritores e leitores vão encontrar-se nos Jardins do Palácio de Cristal. Assim como Agustina Bessa-Luís, que ali ficará imortalizada numa flor.

É certo que, apesar do aumento nas presenças, a Feira do Livro do Porto tem metade dos pavilhões que este ano foram montados na 85.ª Feira do Livro de Lisboa, organizada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). Mas o crescimento é positivo se recordarmos que, em 2013, a segunda cidade do país não teve mais do que uma dúzia de livros no evento de protesto “Não há feira mas há escritores”, contra o diferendo entre a Câmara Municipal do Porto e a APEL, que resultou no cancelamento da tradicional feira.

Ainda assim, os dois  maiores grupos editoriais portugueses, Porto Editora e Leya, não vão participar com pavilhões próprios. No ano passado, nenhum livro da Porto Editora pôde ser vendido na feira. Mas como o município alterou os regulamentos, passando a permitir que as editoras possam delegar em um ou mais livreiros a comercialização dos respetivos livros, este ano há três livreiros autorizados a comercializar publicações do grupo, disse ao Observador Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da Porto Editora.

Agustina Bessa Luís, a escritora que há 92 anos nasceu em Amarante, mas que escolheu a Invicta como morada definitiva, vai ser homenageada. De acordo com a Câmara Municipal do Porto, a sua obra será tema “de um dos debates da feira, de uma Quinta de Leitura [a 17 de setembro, às 17h00] e de uma exposição, entre outras atividades, nas quais participarão várias personalidades da literatura e da cultura tais como Isabel Ponce Leão, Mónica Baldaque e Zita Seabra”.

O momento mais especial da homenagem está marcado para este sábado, 5 de setembro. Às 17h00, uma das Tílias dos jardins do Palácio de Cristal vai passar a chamar-se Agustina Bessa-Luís, à semelhança do que foi feito no ano passado com Vasco Graça Moura. Ao lado será instalada uma placa onde se poderá ler uma frase proferida pela autora de A Sibila: “o amor é o invisível no habitual”.

Para além da venda de livros, estão previstos 10 debates (Richard Zimler, Valter Hugo Mãe, Sérgio Godinho, Alice Vieira, Álvaro Magalhães e Francisco José Viegas são alguns dos participantes), apresentações e sessões de autógrafos, spoken word (Valete inaugura esta sexta-feira, às 2200), sete sessões de cinema sobre a relação entre a palavra, a felicidade e a sétima arte, exposições e atividades destinadas aos mais novos.

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Programa de cinema na Feira do Livro

O serviço de trocas escolares, que funciona habitualmente no Gabinete do Munícipe, muda-se para a Feira do Livro. Quem quiser petiscar entre atividades também terá ao dispor uma zona de restauração.

A Feira do Livro do Porto vai funcionar de segunda a quinta-feira, das 15h00 às 22h00, sexta-feira das 15h00 às 23h00, sábado das 12h00 às 23h00 e domingo das 12h00 às 22h00.