Lisboa

Já foi roubado um dos quadros expostos na rua

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Dois dias depois de o Museu Nacional de Arte Antiga ter colocado na Baixa de Lisboa 31 quadros, a Rua da Rosa já ficou sem o seu "Inferno", do século XVI.

O roubo não é nenhum inferno para o museu: "Faz parte da experiência"

© Hugo Amaral/Observador

A exposição “Coming Out — e se o museu saísse à rua?”, do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), já sofreu o primeiro roubo. Dois dias depois de terem sido espalhados 31 quadros na Baixa de Lisboa, o “Inferno”, do século XVI, desapareceu da Rua da Rosa.

Contactado pelo Observador, o MNAA ainda não sabia de nada. Confirma que o museu não recolheu a obra, pelo que alguém decidiu levá-la para casa. “Faz parte da experiência”, diz Paula Brito Medori, responsável pela comunicação do museu. A Rua da Rosa tem uma câmara de vigilância que pode ter registado o momento.

Também já tentaram roubar a ‘Salomé com a Cabeça de São João Baptista’ [de Lucas Cranach, o Velho], na Rua do Alecrim. Tentaram cortar a tela, mas depois devem ter percebido que era uma impressão e desistiram”, conta.

inferno

©Direção-Geral do Património Cultural

A exposição foi inspirada numa iniciativa da National Gallery, em Londres, e preparada durante meio ano em segredo, para surpreender a cidade. Nunca tinha sido feito nada assim em Portugal. As principais obras do museu foram replicadas fielmente, emolduradas e etiquetadas, tal como estão no museu, de forma a gerar a dúvida nas pessoas sobre se seriam as originais. Mas sem qualquer segurança a vigiar.

Em Londres, o sucesso foi tanto que a exposição foi prolongada, ainda que alguns quadros tenham sido grafitados, cortados e até roubados. Nada que preocupe António Filipe Pimentel. “Medo tenho, mas acho que vamos ter uma boa surpresa. Sou um otimista por natureza. É como a democracia, são as pessoas que protegem as instituições, não são os alarmes“, disse esta quarta-feira.

Informado pelo Observador de que a primeira obra já não estava às portas do Bairro Alto, o presidente do MNAA tem “pena que a obra tenha sido roubada”, mas considera que podia ser pior. “Pelo menos foi porque alguém quis ficar com ela. Era pior se fosse destruída ou vandalizada”, diz.

“Coming Out — e se o museu saísse à rua?” deverá ficar nas ruas até 1 de janeiro de 2016 e até já houve propostas de compra. Se as obras chegarem até lá intactas, “vão ter um bom destino que vai agradar a toda a gente”, diz o presidente, sem querer adiantar mais informações. “Pode ser que quando for revelado o destino, que essa pessoa pense que está a ser egoísta e resolva trazê-la de volta [risos]”.

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