Tem quatrocentos anos, foi construída pelos colonizadores espanhóis e abandonada no século XVIII. Mas nos últimos dias, esta igreja emergiu, quase 50 anos mais tarde de ter sido coberta de água na sequência da construção de uma barragem em 1966, conta o The Independent.

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Quando esta igreja aparece é caso para o país se preocupar: em 2002, a igreja do século XVI já tinha aparecido devido às secas que assolaram o México. O problema voltou e a falta de água já baixou os níveis do rio Grijalba em cerca de 24 metros. E se há 12 anos as pessoas puderam passear no interior da igreja, hoje já se organizam passeios de barco em redor da igreja com 61 metros de comprimento, 14 metros de largura e 10 de altura.

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De acordo com Carlos Navarete, um arquiteto que trabalha com as autoridades para estudar o edifício, foi Friar Bartolome de las Casas que levou um grupo de monges até ao sul do México para estabelecerem um local de culto na região de Chiapas. Foi o mesmo homem que suportou os processos de colonização pelos espanhóis em território mexicano, mas que mais tarde defendeu a abolição da escravatura no centro e sul americano.

A igreja deve ter sido utilizada até à segunda metade do século XVIII. A partir de 1773 e durante três anos, o país foi atingido pela peste e todos os monges abandonaram o local.