O partido Podemos apresentou esta quarta-feira a proposta do seu programa económico e Francisco Louçã foi um dos economistas que contribuiu para o documento. As propostas do Podemos, que incluem um suplemento para os trabalhadores que faça com que o rendimento mínimo seja de 900 euros, o aumento do salário mínimo para 800 euros até 2018 e uma reforma fiscal que combata a fraude, serão agora debatidas publicamente de modo a integrarem o programa do partido às eleições de 20 de dezembro.

A equipa, que reúne economistas de várias nacionalidades, é liderada por Nacho Álvarez, professor da Universidade Complutense de Madrid e membro da direção do Podemos, e conta com os contributos do economista francês Thomas Piketty, do professor catedrático de políticas públicas, Vicenç Navarro, e James Galbrait, economista e antigo conselheiro de Yanis Varoufakis, entre outros. Francisco Louçã é próximo de Nacho Álvarez desde o seu pós-doutoramento e foi convidado pela direção do partido para integrar esta equipa.

“A preparação desta proposta de programa económico começou há seis meses e agora passará para a fase de debate público”, indicou o bloquista ao Observador. Entre as medidas anunciadas pelo líder do Podemos esta quarta-feira está a garantia de rendimentos de pelo menos 600 euros a todos os espanhóis, rendimentos de 900 euros para quem trabalha e um salário mínimo de 800 euros e reestruturação da dívida pública. Da lista de propostas do Podemos, Francisco Louçã destaca “a reestruturação do setor produtivo” em Espanha, “investimentos estratégicos que consigam absorver o desemprego” e “conseguir uma reorganização da tributação”.

Francisco Louçã considera ainda que este é um “programa diferente” do que já foi apresentado pelo partido nas europeias e nas eleições regionais, já que é o primeiro desafio nacional do Podemos e o “primeiro programa de Governo”. Sobre as eleições em dezembro, o bloquista afirma que será “uma disputa forte” e que conta com particularidades muito diferentes das de Portugal.