O candidato presidencial às primárias republicanas americanas, Donald Trump, tem dado que falar pelas suas sucessivas intervenções polémicas durante a campanha. Mas a fama já vem detrás. De empresário de sucesso a estrela da televisão, Trump já publicou uma série de livros que abrangem os mais variados temas. Desde biografias a autênticas lições de como ganhar milhões. Mas não para.

Na próxima terça-feira vai ser publicado mais um livro sobre Donald Trump. Com o título “Crippled America: How to Make America Great Again” (Como Tornar a América Grande Outra Vez), é, tal como todos os outros que já foram lançados sobre o americano, uma obra de autopromoção e de demonstração de poder e riqueza. O que até fará sentido para o próprio em tempo de campanha eleitoral.

O livro inclui, entre outras coisas, uma listagem do património do empresário agora político, mas também algumas opiniões mais políticas sobre os EUA e as suas figuras. De tal maneira que já se fazem resumos das melhores frases de Trump:

[Os políticos] apontam o auge do seu sucesso para quando eram CEOs de uma grande empresa – aqueles onde cortaram 30 mil empregados, muitos dos quais acabaram no estrangeiro, tornando-os assim em especialistas na criação de emprego – fora dos Estados Unidos”

O alvo desta frase é claramente, e apesar de não dizer o seu nome, a também candidata republicana Carly Fiorino, que foi Presidente do Conselho da Administração (2000-2005) da Hewlett-Packard, que despediu 33 mil trabalhadores nos EUA.

Mas há mais:

Quando subi nas sondagens, este grupo gastou milhões de dólares em anúncios para me atacar no Iowa. Este é um grupo esperto; eles vieram ao meu escritório pedir uma doação de milhões – e acabou por custar-lhes milhões de dólares”

Nesta frase Trump aponta baterias para um grupo político conservador chamado Club of Growth que centra a sua atividade em questões económicas como o corte de impostos.

Mas o republicano faz até uma confissão que irá surpreender as pessoas. Pelo menos na sua opinião:

Acho que as pessoas ficam chocadas quando descobrem que sou cristão, que sou uma pessoa religiosa… Vou à Igreja, amo Deus e adoro ter uma relação com Ele.”

Sem fugir às questões polémicas, Donald Trump fala sobre um dos temas que mais controvérsia já gerou na sua campanha. O político aproveita para esclarecer a sua visão em relação à imigração:

Eu não quero travar a imigração legal neste país. Aliás, até gostaria reformar e aumentar a imigração em alguns aspetos importantes.”

Esclarecida esta questão, abre-se a porta para Barack Obama. E para um conselho que pode ser muito produtivo para o atual presidente americano:

O presidente Obama é grande a jogar golfe. Mas ele não joga com as pessoas certas. Ele devia andar a jogar com aquelas pessoas inteligentes que podem ajudar o nosso país, estabelecer laços para pôr as coisas a andar – e não só com os seus amigos.”

Por fim, o candidato republicano explica a sua relação com a comunicação social:

Eu uso a comunicação social da mesma maneira como ela me usa a mim – para atrair as atenções. Assim que tenho essa atenção, cabe-me a mim utilizar essa vantagem.”

The Trump show just go on.