A FIFA optou por não deixar concorrer à presidência o atual presidente da UEFA, Michel Platini, e o liberiano Musa Hassan Bility. O comité eleitoral da organização que regula o futebol mundial emitiu esta quinta-feira um comunicado no qual constam os cinco nomes admitidos às eleições de fevereiro próximo: o príncipe Ali Al Hussein, o xeque Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, Jérôme Champagne, Gianni Infantino e Tokyo Sexwale.

A decisão de não deixar Musa Bility avançar decorre de uma investigação à integridade de todos os candidatos. No comunicado da FIFA, lê-se que o comité eleitoral prefere não divulgar as razões específicas que levaram à exclusão desta candidatura. Na avaliação dos candidatos foram tidos em conta aspetos como os casos judiciais, os processos de bancarrota e as denúncias dos jornais sobre conduta fraudulenta e corrupção.

O comunicado emitido esta manhã não refere o nome de Michel Platini porque este está suspenso da FIFA desde o início de outubro. Quando essa suspensão terminar (o que deve acontecer no início de janeiro), Platini até pode ser admitido às eleições, que se realizam a 26 de fevereiro do próximo ano.

Musa Bility, atual presidente da federação de futebol da Libéra, ainda pode recorrer da decisão do comité para o Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana, na Suíça. Depois da investigação feita pela FIFA, todos os candidatos exerceram um direito de audição para explicar os eventuais pontos menos claros das respetivas condutas. 

Liberia FA chairman Musa Bility speaks on his mobile phone on June 19, 2015, after annoucing plans to stand for the presidency of Fifa, in the Liberian capital Monrovia. AFP PHOTO / ZOOM DOSSO (Photo credit should read ZOOM DOSSO/AFP/Getty Images)

Musa Bility tem 48 anos e é o presidente da federação de futebol da Libéria ZOOM DOSSO/AFP/Getty Images)

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As eleições para a presidência da FIFA foram marcadas na sequência da demissão de Joseph Blatter, o homem que está há 17 anos aos comandos do futebol mundial e que, em setembro, se tornou o alvo de uma investigação criminal por parte das autoridades suíças. A crise na FIFA, no entanto, já vem de antes. Em maio deste ano, a Justiça dos Estados Unidos da América lançou uma operação que levou à detenção de sete dirigentes da organização e à investigação de outros tantos por suspeitas de corrupção.