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É uma espécie de prenda de Natal antecipada.Homens ou mulheres, quer trabalhem nos EUA, na Ásia ou em qualquer ponto do mundo, todos os empregados do Facebook vão passar a ter a possibilidade de gozar licença de maternidade ou paternidade até quatro meses depois do nascimento de um filho. A medida foi anunciada pelos recursos humanos da gigante norte-americana depois de Mark Zuckerberg, fundador da empresa, divulgar que pretende tirar dois meses de licença para cuidar da filha que nascerá em julho.

A possibilidade de estender a licença de maternidade ou paternidade para quatro meses já era possível, mas apenas para os cargos de chefia dentro da empresa. Agora passará a ser uma opção para todos os trabalhadores, não havendo qualquer discriminação em relação a género ou país onde trabalham para a organização. Muitos países não têm qualquer legislação que obrigue à concessão da licença de maternidade ou paternidade ou até qualquer comparticipação por parte do Estado. Cabe assim às empresas definirem se pagam e por quanto tempo aos seus trabalhadores para ficarem em casa quando têm filhos.

“Apoiamos os nossos trabalhadores e as pessoas que são importantes para eles. Queremos estar lá em todas as fases da vida deles e criar um ambiente de trabalho amigo das famílias. Uma parte importante disso é dar uma licença paga de maternidade e paternidade”, disse ao Guardian Lori Matloff Goler, chefe do departamento de Recursos Humanos do Facebook.

Para além do anúncio de Mark Zuckerberg, Tom Stocky que lidera o setor das inovações na rede social já tinha falado publicamente sobre a necessidade de licenças de parentalidade mais longas depois de ter ficado quatro meses em casa com a sua filha.

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