O Barcelona goleou na noite deste domingo o Celta de Vigo por 6-1. Luis Suárez fez um hat-trick com muita ajuda de mais uma grande exibição de Lionel Messi.

Quando os catalães já venciam por 3-1, o argentino sofreu uma falta dentro da grande área. Penálti, portanto. E aqui a dupla Messi e Suárez decidiu recriar uma jogada popularizada pela estrela do futebol mundial Johan Cruyff. Em vez de rematar diretamente à baliza, o argentino deu um ligeiro toque para a direita, deixando ao avançado uruguaio a oportunidade de marcar perante a desorientação do guarda-redes.

Apesar de incomum e curiosa, esta jogada não é original. Isto porque Cruyff, que também jogou e treinou o Barcelona, na altura em que jogava no Ajax de Amesterdão surpreendeu o mundo do futebol, em 1982, quando marcou uma grande penalidade desta maneira:

Para se encontrar o primeiro registo de um penálti marcado indiretamente há que recuar a 1957, e mais concretamente a um jogo entre a Bélgica e a Islândia a contar para a fase de qualificação para o Mundial de 1958:

Como se verificou este domingo, os imitadores não pararam de surgir. Mas nem sempre a combinação correu bem. Que o digam Robert Pires e Thierry Henry, na altura em que jogavam no Arsenal de Londres:

https://www.youtube.com/watch?v=_-ajDTudr3c

A jogada popularizou-se de tal maneira que os exemplos espalham-se ao Japão e à Coreia, passando pela Dinamarca:

Outras jogadas “loucas”

Não só de penáltis “à Cruyff” se fazem as jogadas originais no futebol. O penáti “à Panenka” já se tornou comum um pouco por todo o mundo, mas os jogadores não perdem a oportunidade de surpreender os espetadores. Seja em grandes penalidades ou em livres. Veja estes exemplo:

Bater a grande penalidade com o pé de apoio parece também ser uma boa técnica.

Aqui, para os admiradores, há penáltis para todos os gostos:

https://www.youtube.com/watch?v=spT_-qUbzEs

Para confundir a barreira e o guarda-redes num livre, estes jogadores fingem que se atrapalham. Mas tudo faz parte da estratégia. E correu bem:

Também há maneiras de defender livres fora do comum. Para além de uma extensa barreira de defesas, há que tapar todos os buracos para a bola não entrar na baliza. Por isso, o Ponte Preta do Brasil coloca um jogador deitado atrás dos restantes – não vá o adversário bater a bola rasteira à relva. No entanto, a bola foi mesmo pelo ar e entrou: