Quando alguém casa tem esperança que seja para a vida, mas o que acontece — não tão poucas vezes quanto isso — é que os noivos não sabem o suficiente um do outro e algumas diferenças de opinião ou de ideais podem acabar por destruir o casamento. Há quem não pergunte ao pretendente quais são as suas grandes crenças na vida por medo da resposta ou porque acha que tem tempo mais à frente mas, seja qual for a justificação, é má ideia.

No passado mês de março, a coluna Field Notes do jornal The New York Times debruçou-se precisamente sobre as 13 perguntas que cada membro de um casal deve perguntar ao outro antes de dar o grande passo. Dessa lista — anote –, constam questões como:

  • “Vamos ter filhos? E se tivermos, vais mudar as fraldas?”;
  • “Quão importante é a religião para ti? E como é que vamos celebrar os feriados religiosos, se é que vamos celebrá-los?”
  • A minha dívida é a tua dívida? Estarias disposto a pagar uma fiança para me tirar da prisão?
  • “Qual o valor máximo que darias por um carro, um sofá ou um par de sapatos?”
  • “Consegues lidar com o facto de fazer coisas sem ti?”
  • “Gostamos dos pais um do outro?”;
  • “Quão importante é o sexo para ti?”;
  • “Como nos vês daqui a dez anos?”

Não satisfeitos, vários leitores decidiram deixar, após a publicação do artigo, outras perguntas que acham igualmente essenciais fazer a um parceiro na caixa de comentários e na página de Facebook do jornal. O The New York Times não se fez rogado e decidiu compilar outras nove perguntas, das quais nós destacamos sete que pode (e deve) experimentar fazer ao seu mais que tudo, se as coisas ficarem sérias:

1. Tens sentido de humor?

Embora as pessoas saibam dizer com toda a certeza se o seu parceiro tem ou não sentido de humor, a verdade é que nunca o apanharam em todas as situações. Terá a pessoa sentido de humor numa situação desagradável? Conseguirá rir de si própria? Um casal que ri em conjunto consegue superar todos os obstáculos e aproveitar ainda mais os bons momentos.

2. Estás por inteiro na relação?

Casar implica, acima de tudo, muito trabalho, e se alguém não está disposto a tê-lo, então mais vale não casar. Esse trabalho intensifica-se em situações difíceis como o desemprego, a morte de um familiar ou uma doença crónica ou terminal. Estar por inteiro numa relação é estar preparado para o que der e vier.

3. O que farias se quiséssemos ter filhos mas não conseguíssemos?

Para além de caro, um tratamento de fertilidade pode ser bastante desgastante para um casal. Há casais que não encaram a adoção ou o recurso a um banco de esperma como uma alternativa a ter “filhos seus”. E o peso de não conseguir engravidar pode ter um impacto muito negativo num casamento.

4. Qual a tua capacidade de perdoar? E quão esperançoso és?

Teoricamente, estas são aquelas perguntas para as quais toda a gente tem uma resposta na ponta da língua, mas na prática só se sabe mesmo qual ela é quando a situação obriga. Qualidades como a flexibilidade, a perseverança, o otimismo, a confiança e a esperança podem ajudá-lo enquanto pessoa e enquanto casal. Dizem que é o que ajuda o amor a resistir a tudo.

5. Quão importante é morares numa casa limpa e organizada?

Esta pergunta deve ser colocada a homens e mulheres, sem exceção, pois ambos podem ser muito desarrumados. O facto de haver quem more sozinho durante anos, estando habituado a ter um espaço só seu, não ajuda na hora de ir morar com o parceiro. E há quem não lide nada bem com a desarrumação e ache que é melhor pôr um ponto final na relação do que apanhar meias do chão a toda a hora.

6. Porque é que queres casar? E porquê comigo?

A sociedade ainda perpetua a ideia de que o casamento faz parte do ciclo normal da vida: estudar, começar a trabalhar, casar e ter filhos. E ainda há quem acredite piamente que tem de casar para ser feliz, o que pode levar a fazer escolhas menos acertadas como acabar no altar com a pessoa errada. Antes de dar o passo, convém confirmar que as motivações são as certas.

7. Poderei falar contigo de forma aberta, honesta e inteligente quando for velho?

Se a resposta a esta questão for “não”, então não precisa de fazer mais nenhuma pergunta nem a si nem ao seu parceiro.