É hoje. Depois, acabou. Pelo menos na NBA e nos Lakers. O talento está lá todo, intacto. Kobe ainda tem as mãos virtuosas para o basquetebol do miúdo que foi escolhido no Draft de 1996, vindo da universidade de Lower Merion. O problema são as pernas — ou os joelhos –, que não respondem mais como antes ao que a cabeça lhes pede.

Kobe Bryant anunciou em novembro o adeus, em carta pessoalíssima e endereçada ao desporto que foi (e sempre será) o seu. O último jogo, sabia-se desde então, seria esta quarta-feira, no Staples Center de Los Angeles, contra os Utah Jazz. Há muito que os bilhetes esgotaram nos Estados Unidos. Todos querem vê-lo uma última vez.

O Observador recorda aqui, em infografia, o que foi a carreira de Kobe. Dos seus 37 anos de vida, 20 deles foram vividos na NBA. Com uma camisola só, a amarela-arroxeada dos Lakers. Primeiro foi o “8”, depois chamou a si o “24” e imortalizou-o. Apresentamos-lhe (é só clicar na galeria acima) as façanhas, os títulos, as estatísticas — e que estatísticas! –, o que Kobe disse e o que disseram dele os “seus”, as gentes da NBA, das lendas como Jordan aos treinadores, dos colegas (que dele dependiam — e assumem-no) aos agentes.

Adeus, Kobe. E obrigado. Obrigado por todas as madrugadas mal dormidas só para te ver jogar. Como a de hoje.