Ex-presidente da câmara de Londres suspenso do Partido Trabalhista por comentários anti-semitas

Ken Livinstone foi suspenso do Partido Trabalhista acusado de afirmações antissemitas. Os comentários foram feitos quando tentava defender Naz Shah que foi suspensa esta semana pela mesma razão.

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Ken Livinstone foi presidente da câmara de Londres entre 2000 e 2008

Dan Kitwood/Getty Images

Ken Livinstone foi presidente da câmara de Londres entre 2000 e 2008

Dan Kitwood/Getty Images

Ken Livingstone, antigo presidente da câmara de Londres, foi suspenso do Partido Trabalhista depois de ter sido acusado por membros do parlamento britânico de antissemitismo e de fazer comentários considerados ofensivos sobre o facto de Hitler ter ser apoiante do sionismo, noticia a BBC.

As declarações de Ken Livingstone foram feitas quando tentava defender a parlamentar trabalhista Naz Shah, que foi suspensa esta semana na sequência de comentários antissemitas que fez em 2014 (antes de ser eleita) nas redes sociais.

Entre outras coisas, a deputada sugeria que os israelitas deviam ser deportados para os Estados Unidos. Naz Shah retratou-se e pediu desculpas pelo sucedido.

Ken Livingstone disse à antena da rádio BBC Londres que as afirmações de Naz Shah foram feitas num contexto temporal específico, depois de um ataque israelita sobre os palestenianos e acrescentou que o próprio Hitler havia sido apoiante do sionismo.

Na sequência da sua participação no programa de rádio, o também deputado trabalhista John Mann acusou Livingstone de ser um “apologista Nazi” em frente às câmaras do estúdio da BBC em Westminster. A divulgação do vídeo terá acelerado a decisão do líder trabalhista, Jeremy Corbyn em pronunciar a suspensão do ex-presidente da câmara de Londres, que estava a ser pressionado por vários parlamentares trabalhistas para que agisse nesse sentido.

“Durante os 47 anos em que estive no Partido Trabalhista, nunca ouvi ninguém dizer nada antissemita”, disse Ken Livingstone em entrevista à BBC News Channel, em resposta aos rumores de que existiria uma ala antissemita no partido.

O primeiro-ministro David Cameron já se pronunciou sobre a polémica dizendo que o antissemitismo era “inaceitável num partido político moderno”.

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