O Exército sírio, apoiado pela Rússia, entrou hoje, pela primeira vez em 11 anos, na província de Raqa, controlada pelo grupo extremista Estado Islâmico, indicou o diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

A organização ‘jihadista’ enfrenta três ofensivas na Síria: duas operações maiores em Raqa, onde avançam igualmente as forças apoiadas pelos norte-americanos, e uma outra na província vizinha de Alepo.

O diretor do Observatório, Rami Abdel Rahmane, disse que o Exército sírio foi apoiado por aviões russos e por forças sírias treinadas por Moscovo, na ofensiva lançada na quinta-feira.

O primeiro objetivo das tropas sírias é recuperar a cidade de Tabqa, perto da qual existe uma prisão controlada pelo Estado Islâmico e um aeroporto militar.

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Tabqa foi ocupada pelo grupo extremista em 2014, situando-se a 50 quilómetros da capital de província, Raqa.

O Exército sírio e os seus aliados entraram na província, a partir do sudoeste, e encontravam-se hoje a menos de 40 quilómetros de Tabqa. Há dois anos, o Estado Islâmico executou 160 soldados, após a tomada do aeroporto militar.

Desde quinta-feira que pelo menos 26 ‘jihadistas’ e nove combatentes pró-regime sírio morreram.

A investida em Raqa ocorre cerca de duas semanas depois do lançamento, pela coligação árabe-curda das Forças Democráticas da Síria, de uma ofensiva na mesma província, onde os combatentes avançam também para Tabqa, mas a partir do norte.

“Parece que há uma coordenação não declarada entre Washington e Moscovo”, disse Rami Abdel Rahmane.