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Livros

Boas letras (e bons desenhos) estivais

Eurico de Barros dá-nos uma lista feita de quatro obras de não ficção, entre a crónica e o roteiro de viagens (pouco habitual, avisamos), e uma quinta em que a banda desenhada é a estrela.

Artur Pastor / Arquivo Municipal de Lisboa

Autor
  • Eurico de Barros

“As Praias de Portugal – Guia do Banhista e do Viajante”
Ramalho Ortigão
(Quetzal)

Em 1876, quando as pessoas iam para a praia por causa das virtudes medicinais dos banhos e dos ares marinhos, e não para ficarem negras como tições, Ramalho Ortigão publicou este saboroso, erudito e minuciosamente informativo roteiro do Portugal balnear desse tempo, ainda o Algarve não sonhava ser o que é hoje.

“Páginas de Melancolia e Contentamento”
António de Sousa Homem
(Bertrand)
232 páginas

Advogado reformado, cronista por acaso e homem de outros tempos, “os do Titanic”, António de Sousa Homem mora em Moledo e assina aqui um punhado de crónicas melancólicas, desencantadas, irónicas e totalmente a contrapelo, no tom e na visão de Portugal e do mundo, do que se escreve por aí e passa por “opinião”.

“Conquistadores”
Roger Crowley
(Presença)

“Como Portugal criou o primeiro império global” é o subtítulo deste novo livro do historiador inglês Roger Crowley, que conta aqui como é que os portugueses conseguiram controlar a região do Índico e tomaram posse da rota das especiarias, destacando homens de excepção como Vasco de Gama ou Afonso de Albuquerque.

“Os Doze de Inglaterra”
Eduardo Teixeira Coelho
(Gradiva)

Este soberbo clássico da banda desenhada portuguesa, originalmente publicado em “O Mosquito” entre 1950 e 1951, mas graficamente amputado por causa do volume de texto de Raul Correia, surge agora editado (com direcção de José Ruy) na sua versão integral, coincidindo com os 80 anos do lançamento daquela revista.

“Ressuscitar a Ópera do Tejo – O Desvendar do Mito”
Aline Gallasch-Hall de Beuvink
(Caleidoscópio)

Inaugurada a 31 de Março de 1755, à beira do rio Tejo, a Real Casa da Ópera foi destruída meses depois, pelo grande terramoto de 1 de Novembro. A professora e investigadora Aline Gallasch-Hall de Beuvink conta neste livro a breve história da Ópera do Tejo, como também é conhecida, e desfaz vários mitos em seu redor.

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