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Literatura de viagem

Primeira verdade absoluta: um clássico será sempre um clássico e tem razões para isso. E a segunda: viajar e fazer praia pedem boas histórias e boas letras. João Pedro Vala junta tudo em cinco dicas.

Autor
  • João Pedro Vala

“Moby Dick”
Herman Melville
(Relógio d’Água)

Quem nunca ambicionou perseguir uma baleia branca alto-mar adentro na companhia de um capitão tresloucado sem uma perna sedento de vingança? Tem planos melhores para este Verão?

“Dom Quixote de La Mancha”
Miguel de Cervantes
(Dom Quixote)

O Inverno torna-nos muito mais cépticos em relação à possibilidade de confundirmos gigantes com moinhos. 40º de sol têm muitas vezes o condão de nos levar a ponderar abandonar todos os nossos afazeres para nos juntarmos a Dom Quixote e Sancho Pança na demanda por aventuras dignas de engrandecerem o nosso nome junto da jovem e bela Dulcineia.

“Três Homens Num Barco (Já Para Não Falar do Cão)”
Jerome K. Jerome
(Cotovia)

Quem já viajou com amigos sabe que a melhor parte dessas viagens não é as cidades que se conhece nem os monumentos que se visita, mas a possibilidade de, quando voltarmos, narrarmos tudo como se os nossos colegas de aventura fossem uns imbecis desajeitados e nós uns intrépidos heróis, por mais que os factos nos desmintam. Quem nunca o fez, pode descobrir isso com Jerome K. Jerome.

“Terna é a Noite”
F. Scott Fitzgerald
(Relógio d’Água)

Sanatórios, Sul de França e Fitzgerald são a receita de sucesso para o Verão de qualquer misantropo que se preze.

“Um Bom Homem É Difícil de Encontrar”
Flannery O’Connor
(Relógio d’Água)

Tem a dimensão adequada para se levar para a praia sem grandes incómodos. Para além disso, a possibilidade de se dar de caras com a graça e com a salvação enquanto se come uma bola de Berlim na praia da Oura não podia ser mais flanneriana.

João Pedro Vala é aluno de doutoramento do Programa em Teoria da Literatura da Universidade de Lisboa.

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