José Veiga foi libertado sem ter de apresentar a caução prevista de 1,2 milhões de euros por decisão do juiz Carlos Alexandre, de acordo com o Correio da Manhã. O empresário tinha ficado obrigado a prestar uma caução para sair de casa, depois de uma decisão do tribunal da Relação, de maio, ter mudado a medida de coação de prisão preventiva para prisão domiciliária.

Segundo o Correio da Manhã, que cita fontes judiciais, o juiz de instrução do processo Rota do Atlântico, Carlos Alexandre, decidiu libertar o empresário sem o pagamento da caução, depois de ter entrado em desacordo com a Relação. Em causa estará a opção deste tribunal superior de rejeitar a medida de coação mais habitual, a pulseira eletrónica, para colocar um policia à porta da residência de José Veiga, o que representa mais custos para o Estado.

José Veiga foi detido em fevereiro por suspeitas de corrupção no comércio internacional, fraude fiscal e branqueamento de capitais, associado a negócios realizados com figuras do regime da República do Congo. Foi libertado em maio e, segundo o Correio da Manhã, pode movimentar-se no país, só fica obrigado a apresentar-se regularmente numa esquadra.