O Ministério da Saúde do Brasil informou esta sexta-feira que além do perímetro da cabeça dos bebés levará em conta outros critérios para avaliar se as crianças nascidas no país sofreram danos provocados pelo vírus zika.

O ministério brasileiro refere em comunicado que:

As medidas atendem às recentes provas científicas sobre os efeitos do zika na formação do bebé durante a gestação. A ampliação do período para o diagnóstico possibilita a inclusão de mais crianças na monitorização da síndrome congénita associada à infeção pelo vírus, qualificando a vigilância.

Além da microcefalia, já foram identificadas outras malformações em crianças cujas mães foram infetadas pelo zika como problemas na visão, audição ou nos membros. Essas alterações podem ser observadas nos três primeiros anos do bebé, período fundamental para o seu desenvolvimento.

Assim, o Governo brasileiro informou que todos os bebés cujas mães possam ter sido infetadas pelo vírus zika durante a gravidez serão acompanhados até aos 3 anos de idade, mesmo que não apresentem sintomas.

Outra medida anunciada esta sexta-feira é a realização de uma segunda ecografia pré-natal para identificar alterações neurológicas durante a gestação.

A realização da segunda ultrassonografia e os novos investimentos em serviços de reabilitação, associados ao acompanhamento até aos três anos dos bebés de mães submetidas ao vírus zika, vão permitir uma assistência mais qualificada”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde do Brasil indicam que foram feitas 11.119 notificações de microcefalia em todo o país desde novembro do ano passado. Deste total, 2.143 casos foram confirmados para microcefalia associada ao zika.