O presidente da Entidade do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, destacou esta quinta-feira a importância das estrelas Michelin conquistadas por cinco restaurantes do Norte do país para combater a sazonalidade.

“Estrelas Michelin trazem mais ativos, mais dinheiro e mais economia. Hoje mais de 20% dos turistas que chegam ao Porto e Norte de Portugal procuram a gastronomia e vinhos. É indiscutivelmente um produto estratégico de extrema importância para combater a sazonalidade e para aumentar a estada média do turista na Região”, declarou hoje Melchior Moreira, presidente da TPNP, a propósito do anúncio dos cinco galardões da Michelin para o Grande Porto.

A Michelin anunciou na noite de quarta-feira que cinco restaurantes do Grande Porto, região que apenas tinha duas estrelas, foram distinguidos com galardões da Michelin, destacando-se da lista Ricardo Costa do The Yeatman, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, que recebeu a primeira insígnia de duas estrelas Michelin no Norte do país.

Outros distinguidos com estrela Michelin foram Rui Paula da Casa de Chá da Boa Nova, em Matosinhos, que ganhou a sua primeira estrela, Vítor Matos, que repete a estrela mas agora no restaurante Antiqvvm, no Porto, bem como André Silva da Casa da Calçada, em Amarante, que também ganhou uma estrela Michelin. Pedro Lemos do restaurante com o seu nome próprio, localizado no Porto, manteve a estrela já conquistada em 2014.

As estrelas Michelin são definidas mediante visitas dos 12 inspetores do chamado ‘guia vermelho’ para a Península Ibérica, que avaliam, entre outros critérios, a qualidade dos produtos, o ponto de cozedura, os sabores, a criatividade, a regularidade da cozinha e a relação qualidade/preço.

Criado no início do século XX para ajudar os viajantes nas suas deslocações, o Guia Michelin é hoje considerado uma referência mundial na qualificação de restaurantes. Portugal entrou no roteiro em 1910.