Justiça

Inês Pedrosa acusada de abuso de poder enquanto diretora da Casa Fernando Pessoa

345

A antiga diretora executiva da Casa Fernando Pessoa, a diretora artística da altura e o dono da empresa Above Bellow foram acusados pelo Ministério Público de abuso de poder.

ANTONIO COTRIM/LUSA

Inês Pedrosa foi, esta quinta-feira, acusada pelo Ministério Público (MP) pela prática de crimes de abuso de poder quando dirigia a Casa Fernando Pessoa, em 2012 e 2013, avança o Público. Em causa está a adjudicação de serviços em benefício da empresa Above Bellow.

Existem mais dois arguidos: a diretora executiva da altura, Carmo Mota, e o dono da Above Bellow, Gilson Lopes. Numa nota publicada no site da Procuradoria Distrital de Lisboa, lê-se que as arguidas, ao adjudicarem serviços artísticos em prol da referida empresa, “agiram com desrespeito pelos princípios de probidade impostos pelo Plano de Prevenção de Riscos de Gestão incluindo os de Corrupção e Infrações Conexas com conhecimento do arguido cujos serviços foram indevidamente contratados”.

Já Gilson Lopes foi constituído arguido por aceitar “tal incumbência, com conhecimento que tomavam decisões num quadro de conflito de interesses, em benefício indevido de tal empresa e indiretamente de outras pessoas, uma vez que o arguido mantinha relações de união de facto com uma das decisoras”. Em 2014, o Público noticiou as práticas de alegado crime de abuso de poder e alertou que a Above Bellow tinha escritório na residência de Inês Pedrosa. A contratação da empresa era feita sem consulta a outros fornecedores.

Inês Pedrosa reagiu em declarações à Lusa:

É um absurdo, uma aberração, uma vergonha e de que me defenderei em devido tempo em tribunal”, confirmando ter sido notificada da acusação do Ministério Público.

O Ministério Público concluiu que as adjudicações correspondem aos seguintes valores: 2.988,30 euros em dezembro de 2012, 639,60 euros em agosto de 2013 e 5.936,47 euros em outubro de 2013. Inês Pedrosa foi diretora executiva da instituição durante seis anos, até se demitir em abril de 2014.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Reforma judiciária

Ensaio sobre a Lucidez na Justiça

Susana Amador

A reforma do sistema de Justiça de que Rui Rio diz que ”todos falam mas não se faz” afinal está a ganhar forma e a trazer resultados porque se tem colocado ao serviço da cidadania e do desenvolvimento

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)