Foi apresentado este domingo, em Barcelona, o P10, o novo topo de gama da Huawei. O evento decorreu no dia que antecede o início do Mobile World Congress 2017, que é geralmente aproveitado pelas grandes marcas para darem a conhecer os novos modelos. A feira só começa esta segunda-feira, mas hoje já foram conhecidos os telemóveis mais esperados. Um deles era, precisamente, o sucessor do P9 da Huawei, a marca que em poucos anos se transformou no terceiro fabricante de telemóveis que mais vende no mundo.

O título não caiu do céu. A Huawei conseguiu passar por cima do estigma ocidental de “marca chinesa” e produzir máquinas de elevada qualidade, não só no que diz respeito às características técnicas mas, sobretudo, no design. O P9, lançado no ano passado, foi um salto importante, porque soube aliar um desenho simples a uma câmara soberba produzida em parceria com a Leica.

Para o P10 e P10+ (Plus) a Huawei empenhou-se em refinar a fórmula. As duas câmaras continuam sem sair do relevo do aparelho e foram tecnicamente melhoradas: 20 megapixeis (MP) para a monocromática, 12 MP para a câmara a cores e, tão ou mais importante, conseguiram colocar um sensor com uma abertura de f1.8 no modelo Plus, ficando-se pelos f2.2 no P10 . Filma a 4K e com estabilização de imagem. Outra parceria, desta vez com a GoPro, permitiu desenvolver software de edição automática de vídeo.

A câmara frontal, a das selfies, tem 8MP, uma abertura de f1.9 e é duas vezes mais sensível à luz. A Leica deu outro empurrão e ajudou a desenvolver software para criar “retratos com o estilo Leica”.

Depois, o desenho. Ao contrário da série Mate, dirigida essencialmente ao segmento profissional, a Huawei aponta a série P para o consumidor comum. Por isso este P10 é mais ergonómico e foi construído com materiais anti riscos e dedadas.

À paleta de cores tradicionais, acrescentou mais duas: Greenery e Dazzling Blue, dois tons com muitos significados que foram devidamente (e excessivamente, diga-se) explicados pela Pantone Institute, que se associou à Huawei no desenvolvimento das novas cores.

Os acabamentos são de primeira e as características técnicas fazem dele um verdadeiro topo de gama: o ecrã 2.5D curvo é Gorilla Glass 5, o sensor de impressões digitais passou para a frente do aparelho, que passou também a ser resistente à água. O P10 tem duas antenas Wi-Fi e o modelo Plus tem quatro antenas físicas (em vez de duas) e tecnologia 4.5 LTE, o que permite melhor captação de sinal e transferências de dados mais rápidas.

O armazenamento interno começa nos 64GB mas pode ser expandido através de um cartão de memória. O P10 tem 4GB de memória RAM e o P10 Plus tem uma versão com 6GB. A bateria suporta carregamento rápido e garante mais de um dia de utilização intensiva.

Teremos oportunidade de fazer uma análise mais detalhada do P10 num dos próximos episódios do Tecno, mas neste primeiro contacto ficámos bastante impressionados com o crescimento qualitativo da marca chinesa: Apple, Samsung e LG têm aqui um concorrente à altura.

O P10 chega às lojas no próximo mês, mas Portugal não está na lista dos primeiros países a recebê-lo. O preço anunciado para a Europa é de 649€ para o P10 e de 799€ para o P10 Plus.

O Observador viajou a Barcelona a convite da Huawei.