Um grupo de investigadores britânicos do Centro de Medicina Genética e Experimental da Universidade de Edimburgo descobriu que mais de 287 genes diferentes podem ter a resposta para a calvície. O grupo analisou o ADN de mais de 52 mil homens, entre os 40 e os 60 anos, para que pudessem avaliar o risco de calvície em cada um. E uma das principais conclusões iliba a genética dos homens: os genes vêm da parte das mães e não dos pais.

Dos 287 genes que estão relacionados com a causa da calvície, 40 concentram-se no cromossoma X, que os filhos herdam das mães, conta o El País. Riccardo Marioni, líder da investigação, explica que esta conclusão mostra que as hormonas são um fator muito importante para a perda de cabelo. Dos homens que fizeram parte do estudo, quase 17 mil verificaram perda de cabelo; outros 12 mil também tiveram perda de cabelo, mas de uma forma menos evidente; 14 mil verificaram uma perdida moderada e outros 9.800 tiveram calvície severa. Depois dos dados recolhidos, os investigadores associaram o padrão genético de cada indivíduo à tendência para a calvície e descobriram que os homens com menos quantidades destes 287 genes têm menos probabilidade de ficarem carecas.

Ainda assim, os investigadores avisaram que não ter estes 287 genes não quer dizer que não exista risco de ficar calvo, até porque 80% dos homens tem a tendência para perder cabelo a partir dos 80 anos. E ainda que não exista uma análise concreta (por exemplo ao sangue) para saber se alguém vai ou não ser careca, Riccardo Marioni afirma que se ter descoberto estes 287 genes é já um grande passo para a ciência e para o estudo das causas da calvície.