“Depois de muita deliberação e investigação, a Pipedrive escolheu Lisboa para a localização do seu terceiro grande escritório.” Foi desta forma que Martin Kõiva, responsável pela parte comercial da Pipedrive na Europa comunicou a novidade da empresa que nasceu na Estónia, mas que está presente em 140 países, ao Observador. Depois de Tallin e dos EUA, a morada da Pipedrive é portuguesa.

“Queremos abrir um escritório e contratar aproximadamente 50 pessoas em Lisboa no próximo ano e dar um passo semelhante em 2018”, continuou. “O objetivo é fazer com que a Pipedrive faça parte do ecossistema local, um empregador conhecido e fazer deste escritório uma parte estratégica da empresa.”

A Pipedrive nasceu em 2010, tem 30 mil clientes e emprega mais de 240 pessoas nos escritórios que tem em Tallin, na Estónia, e em Nova Iorque. Lisboa vai ser a terceira casa da empresa que desenvolve software de vendas na cloud (nuvem) e que já angariou cerca de 31 milhões de euros em investimento. Para Martin Kõiva, a escolha pela cidade à beira do Tejo passou de racional a emocional.

“Primeiro, a escolha [de Lisboa] foi muito racional, mas depois de visitarmos a cidade tornou-se emocionalmente atraente. Precisávamos de um espaço que tivesse talento tecnológico, onde as pessoas falassem inglês, que estivesse num bom fuso horário, na União Europeia, e que não fosse estupidamente caro. Ficámos indecisos entre Lisboa e Dublin (nem sequer é justo), mas depois viemos à Web Summit, confirmámos e avançámos”, explicou ao Observador.

A língua portuguesa já era um alicerce importante da empresa, por causa do mercado brasileiro, e desde 2014 que a Pipedrive tinha um serviço de apoio a clientes em português. “Estamos muito felizes com a nossa escolha e quanto mais aprendemos [sobre a cidade], mais temos a certeza de que foi uma boa decisão”, explicou Martin.

O responsável pela empresa da Estónia acrescenta que o ecossistema de startups de Lisboa é muito semelhante ao de Tallin, porque é “muito pequeno” e as pessoas apoiam-se muito umas às outras. “E isso faz sentido. Temos mais a ganhar com esse tipo de abordagem do que com a de “cada um por si só”, especialmente numa comunidade que ainda está numa fase muito inicial do desenvolvimento”, afirmou Martin Kõiva.