A época dos New York Knicks começou com uma batida forte na pré-temporada: um novo treinador (Jeff Hornacek), duas estrelas para se juntarem a Carmelo Anthony (Derrick Rose e Joakim Noah) e alguns outros aspirantes (Courtney Lee e Kristaps Porzingis) para colocarem a equipa num rock and roll capaz de devolver o Madison Square Garden aos grandes dias. Quando já estamos perto da fase final, tudo não passou de um feliz refrão antes do triste fado. E o pavilhão remeteu-se, literalmente, ao silêncio.

Faltando razões desportivas para isso, os Knicks voltaram ao antigamente de uma forma alternativa, na receção aos Golden State Warriors (derrota por 112-105). “A primeira parte do jogo de hoje será apresentada sem música, vídeos ou entretenimento para que possa experimentar o jogo da forma mais pura, aproveitando os sons do jogo”, leu-se no vídeo screen do Madison Square Garden enquanto as equipas faziam os exercícios de aquecimento. E a ideia caiu bem. Pelo menos inicialmente; no final, nem por isso – os visitados voltaram a perder e os visitantes deixaram algumas críticas em relação a um jogo sem a habitual festa.

https://www.youtube.com/watch?v=–lR-8D9RhI

“Parecia uma igreja”, resumiu o técnico dos Warriors, Steve Kerr, à ESPN. “Estava muito calado. Era domingo, apesar de tudo. Se calhar foi por isso que escolheram este dia. Mas foi estranho, gostei mais da segunda parte com a música”, concluiu. “Parecia o aquecimento nos jogos da escola, onde somos só nós e os colegas de equipa sem música”, acrescentou Stephen Curry (o atirador que voltou a reencontrar o faro dos três pontos, acrescente-se).

Já Draymond Green foi menos meiguinho nos comentários. “Foi patético, ridículo. Mudou a fluência do jogo, mudou tudo. Estamos tão habituados a jogar de certa maneira e mudam por completo isso? Para mim foi um completo desrespeito para Michael Levine, Rick Welts e todas as pessoas que têm feito coisas para mudar o jogo numa perspetiva de entretenimento. Viram a primeira parte? Foi má, enfadonha. Não houve ritmo de jogo”, atirou. “Diferente” foi também a expressão mais utilizada pelos jogadores da casa.

https://www.youtube.com/watch?v=5piYSIJoFeQ

Ainda no âmbito do 70.º aniversário, os Knicks quiseram ser diferentes. Arriscaram e fizeram uma viagem ao passado. No entanto, o entretenimento tomou conta do presente. E do futuro.