Crescimento Económico

“Reposição de rendimentos não comprometeu a nossa competitividade”

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António Costa acredita que os números de crescimento económico revelados esta segunda-feira se devem à reposição dos rendimentos das famílias e ao reforço da confiança no clima económico do país.

"Muito gente entendeu que era preciso empobrecer para sermos competitivos"

ESTELA SILVA/LUSA

António Costa já reagiu aos números divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao crescimento económico. Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita à Quinta dos Cativos, em Odemira, o primeiro-ministro não escondeu a satisfação com os resultados obtidos, sustentados pela reposição dos rendimentos das famílias e por uma “combinação equilibrada de políticas”. “A confiança dos portugueses não era infundada”, afirmou o secretário-geral do PS.

O socialista não deixou, ainda assim, de deixar críticas implícitas ao caminho seguido pelo anterior Governo de Pedro Passos Coelho. “Muito gente entendeu que era preciso empobrecer para sermos competitivos. [Mas] a prioridade que foi dada à reposição de rendimentos não comprometeu a nossa competitividade”, sustentou António Costa.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo INE é possível concluir que a economia portuguesa acelerou no início do ano, crescendo 1% face ao último trimestre e 2,8% em comparação com o mesmo trimestre de 2016 — este é o melhor resultado dos últimos nove anos e meio.

Como explicava detalhadamente o Observador, o crescimento voltou a acelerar na parte final do ano. Depois de um crescimento expressivo inesperado no terceiro trimestre do ano passado, que permitiu ao Governo fechar o ano com uma taxa de crescimento económica menos má do que esperava (a primeira previsão era de 1,8%, e foi revista para 1,2%), a economia voltou a acelerar e conseguiu um resultado ainda melhor. Em cadeia, ou seja, face ao trimestre imediatamente anterior, a economia portuguesa cresceu 1%. Este é o maior crescimento desde, pelo menos, o primeiro trimestre de 2015.

Em Odemira, António Costa reconheceu que as previsões do Governo “eram mais conservadoras”, reiterando, mesmo assim, que estes resultados só foram possíveis através da reposição dos rendimentos das famílias, do reforço da confiança, da criação de emprego e do aumento das exportações. O objetivo, assegurou o primeiro-ministro, é manter este “ciclo virtuoso”.

A terminar, o líder socialista foi confrontado com o aumento da dívida pública em relação ao PIB. António Costa lembrou que o Governo já conseguiu reduzir a dívida líquida e estabilizar a dívida bruta. No futuro, a expectável saída do Estado português do Procedimento por Défice Excessivo e a manutenção de saldos primários positivos vai permitir reduzir a dívida pública portuguesa, assegurou o primeiro-ministro. “Um país que está a crescer como nós estamos a crescer tem razões para estar confiante”, rematou Costa.

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