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De observadores. Jornal das Quatro, com edição de Miguel Videira. E Miguel, sim, o secretário-geral do PS concorda com o Presidente da República. António José Seguro pede menos tricas partidárias e mais foco na resolução dos problemas.
O presidente lamentou esta manhã a falta de capacidade da classe política para alcançar entendimentos. Deu o exemplo da habitação.
Muitas das vezes, o que eu vejo nos partidos é o passa-culpas. É um jogo de trica partidária, que deve ser posta de lado e concentrada em resolver os problemas concretos das pessoas. Eu não peço que os partidos abdiquem de ser o que são, que não tenham e não lutem pelas suas ideias, isso é bom. O que é o dever do Presidente da República, neste momento, é exigir que os partidos cumpram a sua função, se sentem, dialoguem e que sejam capazes de encontrar soluções para resolver os problemas.
Ora, confrontado com estas críticas, José Luís Carneiro exclui-se dos alvos de António José Seguro.
Eu estou totalmente de acordo com o senhor Presidente da República. Como bem sabem, há mais de um ano, escrevi ao Primeiro-Ministro propondo o trabalho conjunto e comum em torno daquelas que devem ser prioridades nacionais fundamentais, nomeadamente sobre a habitação e também sobre a saúde. Eu peço que recuperem esses textos que eu mandei ao Primeiro-Ministro para verificarem que não é agora que eu estou a falar dessas preocupações e dessas prioridades.
José Luís Carneiro. Se não há mais compromissos com outras forças partidárias, a responsabilidade não é do secretário-geral socialista.
E que foi também confrontado com a posição ontem defendida pelo presidente do PS, Carlos César, sugeriu a formação de um bloco central caso o Chega seja o partido mais votado nas legislativas.
Uma aliança PS/PSD a que José Luís Carneiro torce o nariz.
É importante para a democracia que haja uma alternativa clara entre os dois principais partidos democratas portugueses, entre o PS e o PSD, porque é entre essas alternativas que os portugueses e as portuguesas têm ofertas de respostas políticas democráticas para o seu futuro.
É preciso garantir que há uma alternativa entre os partidos ao centro. A posição defendida pelo secretário-geral do PS, depois do presidente do partido, Carlos César, ter sugerido a possibilidade de um bloco central em caso de vitória do Chega nas legislativas.
E agora sobre o ranking das escolas. Fernando Alexandre pede que se evitem leituras simplistas.
O ranking do ensino secundário, que tem em conta os resultados obtidos pelos alunos nos exames nacionais, revela que entre os primeiros 50 lugares só constam três escolas públicas, a primeira na posição 44, todas as outras são instituições privadas. Ora, o ministro Fernando Alexandre pede cautela na forma como são interpretados estes dados.
A leitura não pode ser feita de uma forma simplista e crua. Nós temos que ter em conta os contextos. As escolas trabalham em situações muito diferentes. De facto, nós temos muitas desigualdades em termos territoriais. Não é na qualidade dos projetos pedagógicos que há uma distinção entre o privado e o público. É, de facto, o contexto socioeconômico dos alunos que é muito diferente. Continuamos a ter, felizmente, uma escola pública de qualidade. Temos que lutar para que o contexto socioeconômico não tenha efeito no percurso escolar do aluno, mas nós sabemos que tem, e por isso o que a escola pública faz é esse trabalho muito difícil de integração de alunos com necessidades educativas especiais, de integração de alunos que não falam português, que hoje têm uma expressão cada vez maior, que essas escolas privadas muitas vezes não têm.
Declaração do Ministro da Educação, captada pela RTP. Pede Fernando Alexandre que não se façam leituras simplistas do ranking das escolas hoje divulgado.
E o Ministro da Administração Interna assume a responsabilidade política pelas cargas policiais nos protestos pela habitação.
O ministro insiste na autonomia operacional da polícia, mas sublinha que, depois de ter afirmado que as acampadas tinham que terminar, a orientação política estava dada.
Esta responsabilidade política é exclusivamente minha, que acompanhei a atividade daquilo que estava a ser preparado. A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática e operacional. Não é o ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que eu digo que as acampadas têm que terminar, naturalmente, é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão. Mal seria que um ministro tivesse que dizer a uma força de segurança ou à sua liderança que tinha que cumprir a lei.
Luís Neves, ouvido esta manhã, tarde, no Parlamento, no âmbito da discussão, na especialidade, do Orçamento do Estado para o próximo ano. Luís Neves respondia aqui a uma pergunta do LIVRE e respondeu a outra. O Ministro da Administração Interna revelou que não falou com Luís Montenegro antes das operações policiais. Foi isso que disse o ministro no Parlamento.
Senhor deputado, é muito claro. Não falei com o senhor primeiro-ministro por duas razões muito simples. Primeiro, o senhor primeiro-ministro é também um legislador cumpridor da lei. Portanto, não é preciso perguntar se se cumpre a lei, deve-se cumprir a lei. Primeira questão. Segunda questão, o senhor primeiro-ministro conhece a linha de pensamento do atual Ministro da Administração Interna, que foi absolutamente claro relativamente àquilo que disse.
Alguns trechos das declarações prestadas durante a audição no Parlamento por parte de Luís Neves, o ministro da Administração Interna.
Mudamos agora de assunto. Não correm perigo de vida os dois feridos graves que seguiam a bordo do autocarro de passageiros que se despistou esta manhã em Baleizão, no Conselho de Beja.
É isso que revela ao Observador fonte do Hospital de Beja, para onde foram transportados os sete feridos deste acidente. De acordo com a mesma fonte, os dois feridos graves foram submetidos a uma cirurgia. Correu bem. Um foi encaminhado para os cuidados pós-cirúrgicos, o outro está nos cuidados intensivos, ainda que não corra risco de vida. Quanto aos feridos leves, dois tiveram alta, os restantes três permanecem sob observação.
O acidente ocorreu por volta das 08h30 da manhã, na Estrada Nacional 260. A presidente da Junta de Freguesia de Baleizão admite a possibilidade de o motorista do autocarro ter sofrido uma doença súbita antes do despiste.
Uma hipótese, de resto, também sugerida pela Rodoviária do Alentejo, a empresa proprietária do autocarro que estava ao serviço da Rede Expressos. Maria João Briços, em declarações à CNN Portugal, diz que alguns passageiros relataram que o motorista sentiu mal. A presidenta da Junta de Freguesia acrescenta que o motorista terá sinalizado a intenção de encostar o autocarro, acabou por não conseguir fazê-lo.
"De facto, houve aqui talvez uma doença súbita por parte do motorista. Conseguimos perceber que algumas vítimas que estariam fora do autocarro na altura da chegada dos bombeiros, partilhavam algumas informações de que o motorista viria a sentir-se mal, estaria a transpirar e que carros que vinham atrás do autocarro revelam até que foi dado o pisca para a direita, ou seja, o motorista teria a intenção de encostar e possivelmente nessa altura terá tido alguma doença súbita que não permitiu fazer essa paragem em segurança".
Declaração da presidenta da Junta de Freguesia de Baleizão, freguesia onde esta manhã um autocarro se despistou provocando a morte a uma pessoa, o motorista, dois feridos graves, cinco feridos ligeiros.
E agora no futebol, o Porto volta a jogar amanhã para a Liga. Desta vez recebe o Estoril, último classificado do campeonato.
Com Francesco Farioli, o técnico dos dragões, a garantir que vão jogar os melhores, ainda que esta seja uma partida que opõe os dois extremos da tabela.
"Jogo é jogo. Somos sempre o mesmo. Preparamos a melhor equipa para termos o resultado que queremos. Por isso não há muitos cálculos a fazer. Claro que temos que gerir o grupo, gerir a energia, mas escolhemos sempre os melhores para ganhar"
Sem facilidades, apesar do Porto defrontar o último classificado do campeonato, segundo jogo consecutivo dos dragões em casa.
São agora 16h08 que outras notícias marcam a atualidade, Miguel.
Para a semana, o preço do gasóleo vai descer, enquanto o gasóleo deve subir. É pelo menos essa a previsão da ANAREC, a Associação Nacional de Revendedores de Combustível. A partir de segunda-feira, a gasolina simples 95 deve recuar para os €2 por litro. Diminui 2 centimos e mais, o preço do gasóleo deve atingir os €2,1 por litro, que representa um aumento de 2 centimos. Os valores foram avançados pela ANAREC. O Estado registou um excedente de pouco mais de 5.000 milhões de euros até setembro, abaixo dos 6.300 milhões registados no mesmo período do ano passado. Informação avançada pela Entidade Orçamental. Em termos homólogos, na comparação com o ano passado, o saldo global das administrações públicas decresceu 1.200 milhões de euros. A União Europeia vai passar a cobrar uma nova taxa de €2 sobre qualquer encomenda que tenha origem fora do bloco comunitário. A medida entra em vigor já este domingo e visa atenuar o impacto do comércio online no mercado europeu. Isto numa altura em que continuam a chegar cerca de 5 milhões de encomendas por dia, a maior parte proveniente de plataformas chinesas como a Temu, AliExpress ou Shein. A tarifa acresce a outra taxa de €3 que a Comissão Europeia já aplica encomendas com valor inferior a €150. Não, não se demite. Óscar Puente, ministro dos Transportes de Espanha, afasta a intenção de sair do governo depois da tragédia que envolveu dois comboios de alta velocidade em Toledo. 69 pessoas morreram. O ministro dos Transportes deu hoje uma conferência de imprensa afastando essa possibilidade e considerando também normal as perto de 170 falhas registadas no sistema informático de controle de tráfego rodoviário. Também de hoje, a confirmação da morte de um cidadão português na sequência deste acidente. Foi isso que deu conta em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros esta manhã. Adianta que a vítima mortal é um homem, membro da tripulação de um dos comboios acidentados. O ministério não esclareceu se se trata do português que ontem foi dado como desaparecido.
E é assim que fechamos o jornal das 16h, edição de Miguel Videira.