Todos os anos as casas de leilões reúnem obras de valor científico e cultural em eventos exclusivos e frequentados apenas pelos que podem pagar o preço, como um manuscrito vendido por 80 milhões de euros e uma carta a valer 5 milhões.

Estas são as dez obras científicas com a maior etiqueta de preço, reunidas pelo El Español

O “Atlas Doria”

Andrea Doria

O “Atlas Doria” compila 186 mapas, impressos e feitos à mão, e data de 1570. A obra é de Andrea Doria, um oficial genovês ao serviço do rei D. Francisco I de França e, pouco depois, ao rei D. Carlos I de Espanha.

A obra foi leiloada em 2005 por cerca de dois milhões de euros.

O “Portulano” de Battista Agnese

São quinze páginas em pergaminho que representam o mundo que era conhecido em meados do século XVI. Feitos por Battista Agnese, um cartógrafo genovês, foram concluídos em 1546 e vendidos recentemente em Nova Iorque por quase três milhões de dólares (2,6 milhões de euros).

“Os Índios da América do Norte” de Edward Sheriff Curtis

Trata-se de uma coleção de 20 volumes ilustrados com fotografias e organizados por tribos nativas americanas, áreas culturais no território atual dos Estados Unidos.

Organizadas pelo fotógrafo Edward S. Curtis em 1885, foram publicadas cerca de 272 edições. Uma delas vendida por 2,7 milhões de euros.

“A Geografia” de Ptolomeu

Ptolomeu viveu entre os séculos I e II e foi um dos mais importantes astrónomos, astrólogos, químicos e matemáticos da Antiguidade. A sua maior obra é “Geografia” e descreve o mundo da sua época, com um sistema de latitude e longitude que serviu de exemplo a cartógrafos durante séculos.

Em 1447 foi feito o primeiro Atlas do mundo com base nestes conhecimentos e só se contam 31 edições – uma delas leiloada por mais de 3 milhões de euros em 2006.

“Tratado das Árvores de Fruto” de Henri-Louis Duhamel du Monceau

O francês Henri-Louis Duhamel du Monceau foi engenheiro naval e físico, mas também escritor. É o autor do “Tratado das Árvores de Fruto” (1768) que reúne ilustrações de cada uma das árvores de fruto conhecidas do mundo.

Em 2006, um exemplar foi vendido por 5 milhões de euros.

A Carta de Francis Crick

Numa carta escrita ao seu filho de doze anos em 1953, Francis Crick explica como ele e Jim Watson descobriram a estrutura molecular do ADN.

Os seus descobrimentos ainda não tinham sido publicados mas na carta explica a importância da descoberta pela qual receberia depois o prémio Nobel.

Foi vendida por 5,6 milhões de euros.

“As aves da América” de John James Audubon

“As aves da América” é um livro do pintor John James Audubon que contém ilustrações de um grande número de espécies de aves da América do Norte. Foram todas representadas no seu tamanho real e, por isso, adaptam formas estranhas para caber no livro.

São quatro volumes e foram feitas 435 edições publicadas entre 1827 e 1838. Uma foi comprada em Londres por 9 milhões e meio de euros.

“Les Liliacées” de P.J. Redouté

Pierre Joseph Redouté foi um pintor e botânico famoso pelas suas ilustrações a aguarelas de flores e plantas. A obra “Les Liliacées” é composta por 8 volumes encadernados que só tiveram 18 edições.

Uma delas atinge hoje o preço de 11 milhões de euros.

Leicester de Da Vinci

Também conhecido como Códex Hammer, Leicester é uma compilação de textos e desenhos feitos por Leonardo Da Vinci entre 1508 e 1510.

Bill Gates comprou-o em 1994 por 45 milhões de euros.

Manuscrito da Teoria da Relatividade

É a peça mais cara desta lista e, provavelmente, a mais relevante. O manuscrito da Teoria da Relatividade de Einstein data de 1943, apesar da teoria ser de 1915. A cópia foi feita com o objetivo de angariar dinheiro para a guerra. Um ano depois, uma empresa de seguros comprou-a por 6,5 milhões de dólares (um valor exorbitante para a época).

Acabou por ser doada à Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e, com a inflação, valerá hoje 80 milhões de euros.