A primeira-ministra britânica, Theresa May, apresentou esta quinta-feira durante uma cimeira do Conselho Europeu em Bruxelas, a seguinte proposta: os cidadãos europeus que residam no Reino Unido há, pelo menos, cinco anos, terão um “estatuto de residente europeu”. Este estatuto irá garantir o direito de permanecer em solo britânico e o acesso à saúde, educação e outros benefícios após a saída do país da União Europeia.

Rapidamente começaram a chegar reações de vários líderes europeus.

Logo após a cimeira do Conselho Europeu em Bruxelas, numa conferência de imprensa conjunta com o presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel falou sobre a proposta, afirmando que “foi um bom começo, mas também não foi um avanço”.

“Precisamos de cuidar do nosso futuro enquanto UE27. Este trabalho deve prevalecer sobre as negociações da Brexit”, disse ainda a chanceler alemã.

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, também partilha da mesma opinião de Angela Merkel. “É um primeiro passo, mas ainda não é suficiente”, disse Juncker esta sexta-feira à entrada para o segundo e último dia do Conselho Europeu.

Já Donald Tusk foi mais específico quando disse que a proposta da primeira-ministra britânica está “abaixo das expetativas”. O presidente do Conselho Europeu falou acerca do “estatuto de residente europeu” esta sexta-feira, na conferência de imprensa no final da cimeira do Conselho Europeu.

Compete à equipa de negociadores analisar detalhadamente a proposta assim que a recebermos em papel”, disse Donald Tusk.

O presidente do Conselho Europeu teme que esta proposta venha agravar a situação e que os cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido vejam “os seus direitos diminuídos”.

Se a medida de Theresa May for tomada, 3,2 milhões de cidadãos europeus a viver no Reino Unido e 900 mil britânicos residentes em países da União Europeia serão afetados.