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Esta máquina na Praia de Mira previne escaldões

Este artigo tem mais de 4 anos

É a praia recordista de bandeira azul e este ano apresenta uma novidade aos banhistas: a Praia de Mira, em Coimbra, tem um aparelho que ajuda a prevenir escaldões. Só tem de se submeter ao teste.

O projeto é uma parceira entre a Universidade de Aveiro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Câmara Municipal de Mira
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O projeto é uma parceira entre a Universidade de Aveiro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Câmara Municipal de Mira

Facebook Mira Verão 2017

O projeto é uma parceira entre a Universidade de Aveiro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Câmara Municipal de Mira

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Se frequenta a Praia de Mira provavelmente já se deparou com uma motorizada antiga que está instalada por aquela zona. Trata-se de um aparelho desenvolvido pela Universidade de Aveiro, em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro e da Câmara Municipal de Mira, que ajuda a prevenir escaldões. Para isso só terá de se submeter a uma avaliação do grau de proteção face aos raios ultravioleta (UV).

A ideia partiu do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro e surgiu de uma questão: “como saber se estou seguro ao sol?“.

Apesar das várias medidas de prevenção difundidas pelos media, ainda há muitos portugueses que não sabem proteger-se devidamente do sol. Quem o diz é Cláudio Teixeira, investigador daquele departamento, que procurou com este projeto consciencializar para os perigos da exposição solar.

Basta ir a uma praia nesta altura do ano para perceber que (…) não faltam veraneantes com um “escaldão””, conta Cláudio ao Observador.

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A ideia, diz o investigador, “evoluiu no sentido de permitir, por parte do utilizador, uma tomada de consciência rápida e eficaz no que toca à adequação da sua proteção”.

Mas como funciona?

O banhista, ao aproximar-se da dita motorizada, irá deparar-se com um pequeno LCD. Nesse monitor é-lhe apresentado uma escala de cores: verde-amarelo-laranja-vermelho-roxo. Esta é a gradação de cores que vai avaliar o seu grau de proteção à radiação solar e não tem nada que enganar: quanto mais escuro, pior.

A motorizada que se encontra junto à praia. (Fonte: Facebook Mira Verão 2017)

Se o protetor solar tiver sido devidamente aplicado, o dispositivo vai mostrar a pessoa com uma pele mais escura do que o habitual. As partes em que o protetor não tenha sido devidamente aplicado serão apresentadas mais claras, devido à reflexão dos raios [UV]”, explica o investigador.

Qualquer que seja o resultado, o utilizador que se submeta a este teste tem a oportunidade de partilhar a avaliação – em formato vídeo ou fotografia – no Facebook do projeto, o Mira Verão 2017, tal como mostra este vídeo.

Qual tem sido o feedback?

Apesar de ainda estar em fase de desenvolvimento, Cláudio Teixeira diz-nos que o feedback “tem sido positivo”. “Tem havido muita curiosidade e a interação com os veraneantes tem sido interessante de seguir”, confessa.

Já sobre a reação das pessoas, Cláudio diz-nos que um dos aspetos que deixa os banhistas mais surpreendidos é o facto de “o nível de UV ser elevado mesmo naqueles dias de praia com nevoeiro, nuvens e/ou frio”.

É nesses dias que muitos optam por não aplicar protetor solar, o que depois dá… num escaldão!”, conclui o investigador.

O que há a melhorar?

Uma das fragilidades mais apontadas a este dispositivo é a qualidade da imagem. Para o responsável por este projeto, é necessária uma imagem mais “percetível” e que diferencie melhor uma pele não protegida de uma pele protegida. “Na versão atual a distinção de zonas claras e escuras nem sempre é óbvia, apesar de existir”, lamenta Cláudio Teixeira.

Esta é também um aspeto apontado por Carlos de Oliveira, Presidente do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC.LPCC). Carlos aponta que durante a avaliação do aparelho há a “influência da cor natural do próprio indivíduo, o que pode provocar pequenos desvios” na conclusão. No entanto, não deixa de elogiar a ideia e apelar à chamada de atenção das pessoas sobre como devem ser usados os protetores solares.

Para nós, Liga, além do interesse científico que tem este aparelho, é a mensagem que o projeto transmite: a proteção solar. O nosso objetivo em termos de educação para a saúde é o de chamar à atenção para esta prevenção”, afirma Carlos ao Observador.

Este dispositivo é mais um motivo de orgulho não só para a Praia de Mira e para a região mas, também, para o município. Falámos com Raul Almeida, Presidente da Câmara de Mira, que destacou que este projeto é um dos muitos que têm vindo a ser implementados naquela Praia, no conjunto de uma série de iniciativas ambientais e inovações digitais. “O nosso objetivo é o de tornar a nossa praia digital. Um dia todas as praias serão assim”, diz-nos Raul, onde enumera outras capacidades que a Praia de Mira já tem – como rede WIFI ou uma “webcam onde permite a quem está em casa poder ver o estado do mar”.

A Praia de Mira é já um marco para a zona de Coimbra. Além deste recente aparelho, a praia é também recordista de Bandeira Azul, um privilégio que acontece graças à sua qualidade balnear.

Praia de Mira é a única do mundo com 30 anos consecutivos de Bandeira Azul

Texto editado por Edgar Caetano.

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