Depois de muitos teasers, eis por fim as imagens oficiais do T-Roc, o SUV da Volkswagen que tem quase tanto de alemão como de português, ou não fosse construído nas instalações fabris da Autoeuropa, que o fabricante possui em Palmela.

Com 4,234 metros de comprimento, o T-Roc é 252 mm mais curto do que o Tiguan, o que não o impede de oferecer uma distância entre eixos bastante generosa, para este segmento, com 2,603 metros a separar o eixo da frente do traseiro. A bagageira é, segundo a marca germânica, a maior do segmento, com 445 litros, valor que pode disparar até aos 1.290 litros com o rebatimento dos assentos traseiros.

Como é por fora?

Concebido sobre a plataforma mais usada da Volkswagen, que serve para praticamente tudo, do Golf ao Passat, passando pelo Tiguan – entre outros modelos das restantes marcas do grupo –, o T-Roc é exactamente o que se esperava. Um veículo com as dimensões próxima do Audi Q2, ou seja ligeiramente mais pequeno do que o Tiguan, mas muito mais feliz sob o ponto de vista estético. Estreia a nova face do construtor, com uma grelha mais rasgada, grupos ópticos mais finos e a assinatura luminosa em LED, proporcionada pelas Daytime Running Lights, a abandonar os faróis e a descer para envolver as entradas de ar na frente do pára-choques.

Ainda no exterior, destaque para a forma de coupé, o que lhe confere algum dinamismo extra, bem como para a carroçaria a duas cores, em que a zona inferior pode surgir num tom, para o tejadilho recorrer a outro, sendo separados por um friso cromado que percorre todo o tejadilho.

Como não podia deixar de ser, o T-Roc apresenta protecções de plástico nos guarda-lamas, que o podem resguardar dos riscos quando circular fora de estrada, mas que sobretudo visam reforçar-lhe o ar de “durão”, típico desta classe de modelos. Os pára-choques, tanto à frente como atrás, seguem a mesma tendência, com protecções que fazem recordar os jipes de outros tempos, mas acima de tudo servem para embelezar os SUV de agora.

Um interior feito à medida

A Volkswagen, que sempre foi bastante “reservada” em termos de design, tanto por dentro como por fora, decidiu arriscar tudo no novo SUV. E felizmente. Se o modelo agrada por fora, é por dentro que o T-Roc se diferencia mais facilmente dos restantes veículos da gama, do Golf ao Passat. Adoptando uma postura similar ao futuro Polo, ainda não comercializado entre nós, o novo SUV exibe um habitáculo muito colorido, especialmente para um carro alemão, tradicionalmente bastante austeros. Aos clientes é dada a possibilidade de escolher as cores que mais gosta, jogar com as distintas tonalidades e decorar tablier, painéis de portas, e até assentos, de acordo com o seu gosto.

O painel de instrumentos assume a forma de um ecrã digital com 29,7 cm, no que é reforçado por um segundo ecrã, este destinado ao entretenimento e navegação, com 16,5 ou 20,3 cm, consoante as versões. Os mais exigentes podem contar com um sistema de som com 300 watt e oito canais.

E motorizações?

As versões mais acessíveis do T-Roc vão estar equipadas com o motor 1.0 TSI de 115 cv, associado a uma caixa de seis velocidades, com a potência a ser colocada no solo apenas através das rodas da frente. Quem busque mais potência, pode sempre optar pelo 1.5 TSI, igualmente a gasolina e com 150 cv, que pode estar disponível com duas ou quatro rodas motrizes, surgindo o 2.0 TSI de 190 cv, exclusivamente 4×4, como o topo de gama.

Como seria de esperar, os motores a gasóleo vão igualmente estar disponíveis, com a oferta a iniciar-se com o 1.6 TDI de 115 cv, a que se juntará o 2.0 TDI de 150 cv e, por fim, o 2.0 TDI de 190 cv. O T-Roc estará à venda no nosso país a partir de Novembro, como no resto da Europa, com preços que deverão arrancar a abaixo dos 25.000€, ou seja, por um valor ligeiramente inferior ao praticado pelo Golf com motor equivalente.