O construtor germânico lançou por fim uma versão mais desportiva no ID. 3 Neo que, seguindo a tradição da marca, denominou GTI. A estética não sofre grandes alterações, excepção feita para alguns pormenores, como seria de esperar, da mesma forma que o chassi mantém a bateria NCM com maior capacidade (79 kWh úteis) e o único motor está instalado entre as rodas posteriores.
Com 326 cv, o ID. 3 GTI, é o mais potente GTI produzido até aqui pela VW, uma vez que o Golf GTI extrai apenas 265 cv do seu motor 2.0 TSI e mesmo o GTI Clubsport, com o mesmo motor mas com outra afinação, fica-se pelos 300 cv. Esta mecânica já era nossa conhecida, pois é similar à que o Grupo VW já utiliza no Audi A2 e-tron e no Cupra Born VZ.
O novo GTI está limitado a 200 km/h, mas alcança a fasquia dos 100 km/h em 5,6 segundos, batendo assim o Golf GTI que reivindica 5,9 seg. Mas um desportivo não se mede apenas pela capacidade de aceleração, pelo que a VW recorrer aos trunfos habituais para aprimorar o comportamento, da direcção progressiva com desmultiplicação variável, à suspensão adaptativa DCC.
Para dar mais gozo a quem o conduz, o ID. 3 GTI dispõe de cinco modos de condução, somando aos tradicionais Eco, Comfort, Sport e Individual, o novo modo GTI. É aqui que o ID. 3 GTI dá tudo o que tem para assegurar uma condução mais desportiva, permitindo activar o Launch Control que optimiza a motricidade, ajustando ainda a regulação de entrega de potência do motor e até alterando para vermelho a cor da instrumentação ao serviço do condutor.
Com a generosa bateria com 84 kWh de capacidade total (e 79 kWh úteis), o GTI da gama ID. 3 anuncia 601 km de autonomia, uma boa distância para percorrer entre carregamentos tendo em conta que estamos perante um desportivo compacto. As células do acumulador aceitam cargas até uma potência de 183 kW, o que torna possível incrementar a quantidade de energia armazenada de 10% para 80% em apenas 29 minutos.