Depois de admitir que a Seat poderá vir a ser extinta, eis que agora o Grupo Volkswagen parece querer “livrar-se” da Ducati, ainda que de forma distinta e substancialmente mais lucrativa. O consórcio alemão comprou a Ducati em meados de 2012 por 909 milhões de dólares, o que à época equivaliam a cerca de 850 milhões de euros e, segundo a Bloomberg, prepara-se para vender o reputado fabricante italiano de motos por 1,45 mil milhões de dólares (1,25 mil milhões de euros).

A Ducati esteve durante os últimos 14 anos sob a batuta da Audi, marca alemã que controla o denominado “Brand Group Progressive”, que inclui ainda a Lamborghini e a Bentley. À Bloomberg, o CEO da Audi, Gernot Döllner, admitiu que a venda da Ducati está de momento a ser avaliada, apesar de nenhuma decisão ter sido tomada.

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Sob a direcção alemã, os italianos da Ducati materializaram uma boa evolução, tendo crescido de 44.102 unidades vendidas em 2012, para 50.895 em 2025. Mais importante do que isto, a este incremento de 26,9% de vendas correspondeu um aumento de 52,6% da facturação, que subiu de 606 milhões de euros para 925 milhões de euros em 14 anos, o que é explicado pela produção de motos mais sofisticadas, potentes e caras, com a família de modelos Multistrada a ser a mais vendida, seguida pela Panigale.

Apesar destes indicadores positivos, os lucros operacionais em 2025 foram de somente 52 milhões de euros, 42,8% menos do que os registados um ano antes. A marca atribui a redução dos lucros às tarifas adicionais criadas pela administração Trump aos veículos europeus. O facto de a Ducati não permitir grandes sinergias com as marcas de automóveis do grupo alemão torna-a numa das principais candidatas à venda, neste momento de cortes para melhorar o desempenho financeiro.