Rádio Observador

Crime Informático

Há uma conta falsa da Zara a prometer vales de 250 euros

2.694

Uma conta falsa criada no Instagram diz representar a Zara Portugal e promete vales de 250 euros aos primeiros 30 mil seguidores (algo como 7,5 milhões de euros). Saiba como detetar estas contas.

No site oficial da Zara, só há referência a uma conta no Instagram: @zara.

PACO CAMPOS/EPA

Uma conta criada no Instagram há cerca de dois dias que diz representar a marca Zara em Portugal é falsa e está a prometer vales de 250 euros aos utilizadores que a seguirem. Não é novidade: trata-se de um esquema de angariação de seguidores por parte de anónimos do qual já foram vítimas outras marcas como a Fnac e a Worten.

O username @zaraoficialpt pode dar a entender que se trata mesmo da conta oficial da marca em Portugal – mas tal não existe, ou melhor, a única conta igualmente associada a Portugal não é atualizada desde 2016. Criada apenas há dois dias (data da primeira publicação), a conta já somava mais de 17 mil seguidores esta quarta-feira, todos levados a crer que receberiam um vale no valor de 250 euros para gastar nas lojas.

No site oficial da Zara, só há referência a uma conta no Instagram: @zara.

Contactada pelo Observador, a Inditex, empresa-mãe, confirma que a conta é falsa e mais: “não é a primeira vez”. A empresa garante ainda estar a averiguar a melhor solução.

Promoção de estreia : oferta vale de 250 € para os 30.000 seguidores da página , onde devem divulgar no stories”, lê-se na informação do perfil.

Screenshot tirado esta quarta-feira

As únicas seis publicações da conta são de imagens retiradas de catálogos da Zara com descrições como “estiloso” e repetições de um slogan: “anda com estilo, anda com Zara”. A página garante que os utilizadores que seguirem e partilharem o perfil terão direito a receber um vale de compras.

Contas feitas, se a Zara decidisse atribuir 250 euros a 30 mil pessoas, a marca estaria deliberadamente a oferecer 7,5 milhões de euros – uma ativação de marca um pouco surreal.

De acordo com o Instituto Nacional de Proteção Industrial (INPI), “as patentes, as marcas, os desenhos ou modelos e outras modalidades conferem direitos exclusivos que se traduzem, entre outros aspetos, na possibilidade de impedir que um terceiro, sem consentimento do titular:

  • explore um produto ou um processo objeto de patente;
  • use marca igual ou semelhante para os mesmos produtos ou afins;
  • utilize o desenho ou modelo protegido.”

Fazer-se passar por uma pessoa ou marca é crime, e a entidade genuína pode agir contra esse tipo de usurpação, nomeadamente “junto dos tribunais, um processo-crime”.

O esquema utilizado é frequente com outras marcas, tanto em Portugal como no estrangeiro, em que um utilizador anónimo cria uma página com promessas de vales e ofertas de forma a angariar milhares de seguidores e, num determinado momento, altera o nome de utilizador e apaga as publicações – desta forma passa a ter uma conta com uma audiência significativa.

Screenshot de um Instastory publicado pela página

Para estar alerta a estas páginas falsas preste atenção aos canais oficiais das marcas e/ou celebridades: confie apenas em contas verificadas (Twitter e Instagram). Verifique que as informações das páginas redirecionam para os respetivos sites fidedignos (e que nesses sites figura uma ligação para a conta em questão) e nunca dê os seus dados pessoais ou fiscais, como o e-mail ou o número de contribuinte.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)