Foi em plena época 2012/2013 que André Almeida, o eterno mal-amado do Sport Lisboa e Benfica, fez o gosto ao pé de águia ao peito pela primeira vez. Acabado de chegar do União de Leiria, o jovem de 21 anos em quem Jorge Jesus tinha apostado jogava ainda na equipa B quando aos 49′ mete a bola na baliza do União da Madeira e carimba a vitória.

O tempo foi passando, o lateral acabou por passar para a equipa principal e foram precisos cinco anos (!!!) para Almeida voltar a sentir os adeptos a celebrarem um golo seu. Como em tempos disse Cristiano Ronaldo, “os golos são como o ketchup”, quando aparecem, vêm em força. O que aconteceu com este jovem de Loures foi precisamente isso: primeiro contra o Leixões, em janeiro de 2017, na gorda vitória (6-2) do SLB, em jogo a contar para a Taça de Portugal; dois meses depois voltou faturar, desta vez contra o Belenenses e finalmente surge a obra-prima que hoje selou a vitória contra o Portimonense.

Muito se tem questionado a qualidade do internacional português, e se a contagem de golos for critério para julgar a sua importância, os números são castigadores. A verdade é que por muito que não pareça, o valor de um jogador não têm de ser sinónimo de tiros certeiros e Rui Vitória sabe disso — não é por acaso que o tem mantido como primeira escolha (por muito que a falta de opções para a posição tenham influência no assunto). Seja como for, a verdade é que Almeida renovou contracto há pouco tempo e tem pelo menos até 2021 para poder marcar mais. Caso isso não aconteça, que os poucos que fature sejam tão bonitos como o de hoje.