A Ópera Metropolitana de Nova Iorque suspendeu no domingo toda a colaboração com o maestro James Levine, alvo de denúncias de três homens que o acusam de agressões sexuais durante a sua adolescência. Em comunicado, o diretor-geral da ‘Met’ anunciou que James Levine vai sair do cartaz desta época e que um antigo procurador foi chamado para analisar as denúncias feitas contra o maestro.

“Com base nestas novas informações, a ‘Met’ tomou a decisão de atuar a partir de agora, enquanto aguarda os resultados do inquérito”, declarou Peter Gelb. “É uma tragédia para todos cuja vida foi afetada”, acrescentou. A decisão de suspender o maestro e pianista de 74 anos foi comunicada nas redes sociais.

O antigo procurador do estado de Nova Iorque Robert J. Cleary foi encarregado pela direção da ‘Met’ de conduzir o inquérito. Cleary foi o responsável da acusação no caso de Ted Kaczynski, conhecido como “Unabomber”, que perpetrou vários atentados com pacotes armadilhados e foi condenado a prisão perpétua em 1998.

Em 2016, um relatório policial referia as denúncias de agressões sexuais, mas “James Levine afirmou que eram acusações totalmente falsas”, indicou o comunicado. A alegada vítima, que mantém o anonimato, disse à polícia de Illinois que os factos teriam começado em 1985, quando tinha 15 anos e o maestro 41, e continuado até 1993, de acordo com os jornais New York Post e The New York Times.

No final da época 2015-16, Levine reformou-se após uma carreira de 40 anos na ‘Met’, onde começou em 1971, dirigindo mais de 2.500 apresentações de quase 85 óperas diferentes. O maestro exercia ainda o cargo de diretor musical honorário da ‘Met’.

Desde que foi divulgado o caso do produtor de Hollywood Harvey Weinstein, em outubro, vários casos relacionados com acusações de assédio, agressão sexual e até mesmo de violação foram denunciados em diversos países.